Bom dia, hoje, 24/09/2011 faz um ano e nove meses que meu filho Igor Galvão Jacome partiu precocemente.
Na tragédia também morreu o pastor e taxista Neraldo Damasceno. O motorista causador das duas mortes, Laio Coswosk Malva de Oliveira, estava bêbado e costumava dirigir embriagado, segundo relato de amigos.
Como prêmio, os pais deram a ele uma Hilux. Ele certamente dirige nas ruas de Eunápolis sem Carteira de Habilitação, porque esta ficou apreendida na Delegacia de Porto Seguro. No Brasil, motoristas que matam no trânsito continuam dirigindo.
No Japão, quem mata no trânsito vai para a cadeia, sem direito a liberdade condicional. Se estiver alcoolizado, é fim da linha para o motorista. No Brasil, setembro é o mês de alerta para os crimes no trânsito, que matam mais de 50 mil por ano. Para chegar ao exemplo do Japão, as campanhas de conscientização precisam fazer o motorista entender que dirigir depois de tomar bebida alcoólica não é apenas proibido, é sobretudo uma atitude que depende da consciência. Beber e dirigir é como andar com uma arma sem ter porte. Não precisa utilizá-la para ser criminoso.
No entanto, a justiça brasileira não tem ainda esse entendimento, o processo contra o motorista que matou meu filho e outra pessoa está na Vara do Crime em Porto Seguro e ninguém sabe se um dia o motorista será punido. Finalmente, por mais que este meu relato seja incomodo para quem ler, é preciso dizer o quanto essa impunidade é amarga, porque dói mais que a saudade.
Meu filho tinha apenas 24 e merecia viver. Já pensou se essa dor fosse com você? Eu espero sinceramente que não. O mundo não precisa ter mães e pais com os corações dilacerados.
Quem bebe e dirige quer matar… mata. Pense nisso.
Por Rose Marie Galvão ( via faceboock )
Rose Marie Galvão é Jornalista e editora do Portal 08.com e do Blog Enfoque