Levantamento realizado pela Medipreço também apontou que a compra de ansiolíticos aumentou 3% na região durante o período.
Uma pesquisa realizada com a base de dados da Medipreço, startup parceira no cuidado à saúde e bem-estar de colaboradores de empresas, e do painel de monitoramento de produtos controlados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostrou que o consumo de antidepressivos na região Nordeste cresceu 38% durante a pandemia do Covid-19 – 62% acima da média nacional, que foi de 23,4%. Em 2021, o aumento é de 24% comparado com o volume de medicamentos vendido no ano passado. Já a compra de ansiolíticos, teve uma queda de -2% neste ano, em relação ao ano anterior. A região foi considerada a terceira maior consumidora desses medicamentos, atrás do Sudeste e Sul.
O levantamento considerou medicamentos psiquiátricos com as seguintes substâncias: Fluoxetina, Escitalopram, Mirtazapina, Citalopram, Diazepam, Bromazepam, Alprazolam e Lorazepam. Vale ressaltar ainda que a projeção para 2021 foi feita com base no consumo até julho. A previsão é de que neste ano sejam vendidos mais de 31 milhões de remédios antidepressivos e mais de 25 milhões de ansiolíticos no Brasil – sendo 5,9 milhões e 4,5 milhões deles, respectivamente, na região Nordeste.


De acordo com a pesquisa, os medicamentos antidepressivos são mais consumidos por pessoas com 34, 33 e 23 anos (nesta ordem). Na categoria, o mais comprado foi o Escitalopram e o mais buscado no aplicativo da Medipreço foi o Citalopram. Já os ansiolíticos foram mais consumidos por pacientes com 24, 36 e 31 anos e o mais comercializado e buscado no app foi o Alprazolam.
Por meio de uma plataforma de gestão de saúde continuada, a Medipreço permite que colaboradores das empresas parceiras comprem medicamentos e produtos de saúde com descontos em relação ao varejo tradicional, além de usar a análise de dados para oferecer estratégias inteligentes e trazer diagnósticos assertivos de prevenção de doenças dentro das companhias. “Por meio dessa avaliação inteligente de dados, feita de forma anonimizada e respeitando todas as regras da LGPD, conseguimos compreender e apontar tendências da saúde corporativa e também alguns comportamentos de mercado. Por exemplo, ao notar o crescente uso de medicamentos antidepressivos entre os colaboradores da empresa, a área de Saúde e de Recursos Humanos consegue traçar estratégias eficientes para prevenção da doença”, explica Bruno Oliveira, COO da startup.
Por Medipreço