UPA de Porto Seguro: “Médico precisou buscar o remédio no carro dele para me passar”, diz moradora

Na manhã desta sexta-feira (5), uma leitora do Namidia News denunciou a falta de medicamentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Baianão em Porto Seguro. No relato, ela conta da situação complicada que passou durante a madrugada, ao passar mal e precisar de socorro.

“Na madrugada passada tive que ser socorrida pela UPA 24h”, diz a mulher no começo da denúncia. Ela conta mora próximo à UPA e acordou quase 5 da manhã, com fortes dores na barriga, com a boca roxa, suando frio e ficando pálida.

Assim, ela pediu o auxílio da família, que a levou para a Unidade de Pronto Atendimento. Durante o socorro, a mulher chegou a pensar que iria morrer.

Chegando ao local, ela tomou morfina e diversos outros remédios, mas estes não eram suficientes para tratá-la. A leitora conta que “a UPA segue com seus medicamentos insuficientes para os pacientes”.

Com a falta, o médico de plantão foi até o seu carro e pegou o remédio necessário para completar no que ela precisava. “Meus parabéns vão pra esse médico e sua equipe, que fizeram o melhor por mim naquele momento”, diz a mulher.

Na denúncia, ela questiona: “onde estão as autoridades?”. “Qualquer pessoa, tendo ela plano ou não, pode ser socorrida pela UPA 24h e acabar não tendo o atendimento preciso”.

Ela cobra o prefeito Jânio Natal quanto à situação. “Coisas como essa não podem acontecer e muito menos serem aceitas”.

Depois de tomar os remédios, segundo a leitora, ela ficou melhor com a dor. Como a mulher tem diabetes, foi dito a ela que o mais certo a se fazer era realizar alguns exames e ir para o Hospital Deputado Luiz Eduardo Magalhães, por conta do maior suporte no local.

Chegando ao HDLEM, conforme o relato, a médica do local ficou irritada, afirmando que os médicos da UPA ficam mandando os pacientes para lá.

“Infelizmente ela não tinha muito o que fazer lá, e pra me transferir ela tinha que ter exames na mão”, conta a leitora. “Ela me examinou, eu não tinha a dor, mas ainda tinha um desconforto e continuava vomitando, inclusive fiz vômito duas vezes lá. Daí ela falou que só era pra mim voltar se eu continuasse vomitando o dia todo ou se a dor voltasse. Fui pra casa fiquei em repouso e tomando remédio, vim dar uma melhorada no fim da tarde”.

Por fim, ela demonstra a sua indignação com a situação, que não ocorre apenas com ela. “Infelizmente essa é a situação de muitas pessoas, aí fica a minha revolta, porque depois que alguma coisa acontece a responsabilidade não é de ninguém…”

Até o fechamento dessa matéria, a Prefeitura de Porto Seguro ainda não havia se pronunciado.

Da Redação Namidia News

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