Idosa processa milionário por posse de fazenda em Porto Seguro

O milionário Philippe Ghislain Meeus, do setor sucroalcooleiro no Nordeste, está sendo processado por supostamente ter se apropriado de uma fazenda de 121 hectares em Porto Seguro.

Cosma Barbosa de Jesus Ferreira, 99, entrou na Justiça no dia 05/05, contra o milionário, dizendo ter herdado a área do marido, Deoclécio Ferreira, que morreu em 1958.

A idosa pede a reintegração de posse do terreno e uma indenização de R$ 10 milhões.

Segundo Cosma, o milionário e subordinados teriam se apropriado de toda a fazenda Juaípe, de forma indevida, após realizar contrato de arrendamento de 42 hectares, em 2013, sem nunca ter pagado nada por ele.

 A fazenda, localizada na estrada entre o município de Itabela e o distrito de Trancoso, são cultivados cafés do tipo conilon, comum na região.

Antes, o arrendamento de três anos previa o cultivo de mamão e ampliava as atividades agrícolas de Meeus, que, de acordo com a ação judicial, comprou em 2008 a fazenda Gravatazinho, vizinha à área de Ferreira.

Narra a ação judicial que, em meados de julho de 2014, “as rés [as empresas de Meeus são colocadas no processo], através de seus prepostos [pessoas que agem em nome de uma empresa], passaram adentrar o imóvel, colocando gado para engorda nas pastagens da Juaípe, além disso começou a fazer plantio de café na área da fazenda”.

O caso se agravaria em 2015, quando familiares da idosa foram tomar satisfações e foram ameaçados de agressão, o que resultou em registro de boletim de ocorrência na delegacia local.

O primeiro registro oficial da fazenda na Justiça se deu em 1944, quando foi feito o inventário de Deoclécio Ferreira. Em 1975, houve a divisão com herdeiros. A escritura formal de partilha viria em 2011.

Maria José conta que, em 2016, funcionários de Meeus propuseram um acordo de R$ 1,5 milhão pelo local, mas nada foi pago.

Na ação judicial, que tramita na 1ª Vara de Feitos de Relações de Consumo Cível e Comerciais da Comarca de Porto Seguro, ainda não consta advogado para defender Meeus.

No entanto, Thiago Phileto, que atua em outros processos para o belga, disse que a fazenda “jamais foi dessa senhora”.

“A fazenda foi arrematada em um leilão, há uns três anos, realizado em Brasília, porque estava com dívidas da antiga proprietária”, afirmou.

Segundo Phileto, “nunca houve registro em cartório da fazenda, o que existe é uma tentativa da senhora de reivindicar uma posse que ela não tem”.

Redação Namidia News, com informações: Site Uol

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