Servidores protestam contra exoneração de profissionais municipais da educação em Eunápolis

Cerca de 30 pessoas fizeram uma manifestação em frente a Câmara de Vereadores de Eunápolis, cidade no extremo sul da Bahia, nesta terça-feira (18).

Elas protestaram contra a exoneração de cerca de 400 profissionais que trabalham na educação municipal. Os trabalhadores foram dispensados na última sexta-feira (14). 

“Ele [prefeito] publicou nossa exoneração no dia 14, não respeitou o prazo de 20 dias para nossa defesa. Isso é inconstitucional e maldoso o que ele vem fazendo conosco. Isso tá escrito no estatuto do magistério”, disse Maria de Fátima Rocha, representante dos professores contratados. 

Os profissionais também pediram a cassação do prefeito, alegando improbidade administrativa. 

“Esse pedido de cassação é relativo aos crimes que ele vem praticando contra a educação. É pura maldade, nós precisamos que ele seja cassado, pedimos que as autoridades nos ajudem nessa petição”, pediu a professora contratada Vera Lúcia Vieira. 

A Prefeitura de Eunápolis disse que exonerou os profissionais da educação contratados por meio do processo seletivo por causa da pandemia da Covid-19. O órgão informou que, como ose servidores não estavam trabalhando, não pagaria o salário deles. 

Segundo a comissão formada pelos profissionais contratados, a situação não justifica as demissões porque a prefeitura recebeu mais de R$ 40 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) este ano.

“Cabe ressaltar que não estão gastando com transporte e alimentação. Se a verba está vindo, porque não repassar para os profissionais da educação? Essas 400 famílias estão passando por momentos difíceis”, relatou o professor Roberto Santos. 

De acordo com a prefeitura, mesmo recebendo esses R$ 41 milhões, não seria possível pagar os profissionais porque, nos últimos quatro meses, houve uma queda no repasse do Fundeb. 

“Isso inviabiliza o pagamento dos servidores, nesse momento, que não estão exercendo as profissões. Nós recebemos esses R$ 41 milhões, mas investimos R$ 47 milhões na educação”, explicou Valdiran Marques, secretário de Finanças e Planejamento de Eunápolis. 

O secretário de finanças disse, ainda, que o município propôs à Câmara de Vereadores o pagamento de um auxílio de R$ 600, por 3 meses, para esses servidores. 

“Nós encaminhamos, hoje, um projeto de lei para Câmara de Vereadores votar para que eles não fiquem desamparados, para tentar minimizar as dores e sofrimentos desse pessoal”, contou Valdiran. 

No entanto, a categoria alegou que o valor é baixo em relação aos custos que muitos profissionais acabam tendo em casa. “Muitos tem medicamentos para comprar, aluguel, água, luz, alimentação e tem crianças, esses 600 é pouco demais”, comentou o professor Roberto. 

Redação Namidia News, com informações TV Santa Cruz

Comente com Facebook