Recém-nascido morre após ser atendido em hospital de Eunápolis e família denuncia negligência

A mãe de Lorenzo contou que o parto foi normal, acompanhado por uma enfermeira obstétrica, na sexta-feira (26). A mulher reclamou que não tinha médico presente no momento do nascimento do filho. 

“Quando ele [Lorenzo] saiu, ninguém mexeu nele para limpar, aspirar o nariz, nem a boquinha, só enrolaram ele e jogaram em cima de mim, sujo. Nenhuma médica olhou o Lorenzo, deixaram o Lorenzo sujo, em cima de mim”, reclamou Scarlat. 

De acordo com a família, o atestado de óbito de Lorenzo apresentou as causas da morte como broncoaspiração, pneumonia e insuficiência respiratória. 

“Isso é negligência médica, mataram meu neto, levou meu neto embora, levaram o sonho da nossa vida embora, eu vim com tanta vontade de beijar e abraçar, e o hospital mata meu neto”, disse a avó do menino, Maria da Penha Soares. 

“Ele faleceu por não ter tido atenção médica, enfermeiro não é médico. Eu quero falar com eles para terem mais compaixão e amor pela profissão que dizem que tanto amam. A enfermeira tinha que ter chamado uma médica, estão perdendo vidas”, disse a mãe do menino. 

A direção do Hospital Regional de Eunápolis nega as denúncias e disse que o recém-nascido foi analisado por uma pediatra na hora do parto e por outro especialista no momento em que recebeu alta. Ainda segundo a unidade, os médicos relataram que o líquido que Lorenzo aspirou não foi resto de parto. 

“Dentro do que a gente conhece na medicina é impossível ele apresentar sintomas 24 horas depois de ter aspirado. Alguns bebês têm dificuldades de deglutir leite materno, o leite pode ter ido para o pulmão ou ele pode ter aspirado vômito”, disse a diretora administrativa do hospital, Valéria Carvalho. 

Os pais de Lorenzo registraram um boletim de ocorrência na delegacia de Eunápolis, que investiga o caso.

Redação Namidia News, com informações TV Santa Cruz/ G1 Bahia. Fotografia Reprodução TV Santa Cruz

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