Cabrália promove programação especial para o mês da ‘Pessoa Com Deficiência’

Matéria Especial - Agosto mês da pessoa com deficiência.

A escola é obrigada a receber qualquer criança, mas não é só receber. Pois se ela somente a recebe, isso é integrar, não é incluir, não é desenvolver. Imagem de Aline Ponce por Pixabay

A educação inclusiva compreende uma concepção de ensino contemporânea que tem como principal intuito garantir o direito de educação a todos com necessidades educacionais especificas.

A Escola Inclusiva nada mais é do que a escola comum quando esta reconhece e respeita a individualidade de cada aluno(a) e tem como princípio básico o respeito às diferenças e o reconhecimento de que a aprendizagem é um direito de todos. A escola é obrigada a receber qualquer criança, mas não é só receber. Pois se ela somente a recebe, isso é integrar, não é incluir, não é desenvolver.

Em 2008, foi publicada a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva com o objetivo de “…assegurar a inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas ensino para garantir: acesso ao ensino regular, com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino; transversalidade da modalidade de Educação Especial desde a Educação Infantil até a Educação Superior; oferta do atendimento educacional especializado; formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão; participação da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários; nas comunicações e informação; e articulação intersetorial na implementação das políticas públicas (Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008, p. 14).

Segundo a Fonoaudióloga Nadir Lima, coordenadora da Educação Inclusiva de Cabrália, mesmo com a pandemia foi feita uma programação para o mês de agosto, que é o mês da pessoa com deficiência, com objetivo de se sensibilizar e conscientizar ainda mais  os educadores sobre o tema,  através de lives com debates e a palestra do professor Ângelo Oliveira especialista na área de educação inclusiva, uma sumidade no assunto que falou sobre práticas pedagógicas In/Exclusiva, o professor falou sobre a importância de se desenvolver uma prática pedagógica em sala aula que inclua o “diferente”, que o currículo deve ser construído para atender as diferentes realidades não só regionais, mas também as necessidades especiais. É necessário, também, fornecer condições para a operacionalização de um projeto pedagógico inclusivo. Além da valorização das diferenças entre pessoas, abrangendo, assim, as diversidades sociais, étnicas, intelectuais, culturais, físicas, sensoriais e de gênero.

Em 2008 foi lançada a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

No Brasil, somente com a Constituição de 1988, foi dada atenção para o direito à Educação. Oito anos após a nova Constituição e inúmeras manifestações de pais e professores, foi sancionada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional /1996, com um capítulo específico para a Educação Especial. Em 2008 foi lançada a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Foram e ainda são muitas as lutas e, em 2015, criou-se a Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência (Lei da Inclusão) que, no capítulo IV trata do Direito à Educação, fortalecendo a urgência do processo inclusivo.

Para coordenadora o município de Santa Cruz Cabrália  vem avançando nos estudos e investimentos para educação inclusiva. No município, a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva teve seu início em 2005, já com o foco avançado para a época, pois não adotamos as salas especiais. Sempre acreditamos no processo inclusivo. Hoje em dia, a Escola Especial ainda existe em algumas cidades brasileiras, principalmente no sul e sudeste, porém já com outro paradigma, que devemos estudar posteriormente.    

A Educação Inclusiva acontece na escola regular (escola inclusiva), na sala comum com aulas inclusivas. Os alunos que necessitam de atendimento educacional especializado, no turno oposto ao da sala comum, são atendidos pelo Professor do AEE na sala de recursos multifuncionais. Vale lembrarmos, que nem todos os alunos que apresentam deficiência, necessitam de Atendimento Educacional Especializado.

Pois é um direito do aluno com deficiência frequentar a sala de aula normal e também a sala multifuncional, no horário oposto ao qual ele estuda, porque inclusão é um processo que precisa ser estimulado e é preciso também dar visibilidade para as diferenças e as deficiências que são várias e de diferentes níveis, então para o professor é um desafio em uma sala de 40 alunos incluir os diferentes dentro de sua especificidades.

Para isso é feito capacitações com os professores para que eles estejam preparados para receber esses alunos. Pois quando o professor consegue adaptar o currículo para atender a necessidade de um, ele acaba atendendo a necessidade de outros também, é claro que nem sempre a adaptação que se faz para alguns vai atender a todos, por exemplo, um aluno que tem deficiência auditiva  e não tem uma deficiência intelectual, o atendimento dele tem que ser individualizado,  por isso é preciso estar atento, pois inclusão é um grande desafio e é um processo trabalhoso.

Segundo o Secretario de Educação Iszael Fernandes Gomes, na construção do novo currículo do município, que está sendo feito para atender as especificidades locais, há também o cuidado para tratar o tema da inclusão. Por esse motivo foi pensada essa programação especial para o mês de agosto.

Se a escola que a criança estuda não tem sala multifuncional, ela é encaminhada para escola mais próxima que possui esse atendimento.

E segundo a coordenadora, algumas escolas do município conta com sala de apoio pedagógico. O município conta com 9 salas de recursos que atende uma média de 15 crianças por sala, inclusive na escola indígena existe uma sala para atendimento psicológico. Se a escola que a criança estuda não tem sala multifuncional, ela é encaminhada para escola mais próxima que possui esse atendimento.

Para que a criança possa ter esse tipo de atendimento ela e a família passam antes por uma entrevista com uma psicopedagoga e depois é encaminhada para um neuropediatra para que depois do laudo, que é uma exigência do MEC com o diagnostico, a psicopedagoga saiba a melhor forma de trabalhar com essa criança. Porém, ás vezes esse laudo demora um pouco por conta na grande demanda de alunos e a pouca oferta de neuropediatra, pois na região só existe um, o Dr. Jose Carlos Lemos Matta, que sempre atende a todos com boa vontade e carinho, mas o número de alunos é grande para ele dar conta.

A coordenadora Nadir Lima diz que sempre faz uma provocação aos professores e também as outras famílias que os filhos não necessitam desse atendimento diferenciado: E se fosse o seu filho? A inclusão, mas do que técnicas é preciso que se tenha empatia e amor pela causa. Pois os desafios vão muito além de receber a matrícula de alunos com deficiência e necessidades educacionais especiais. E isso implica em uma evolução e desenvolvimento da cultura, das políticas vigentes na escola, das práticas e do sistema de ensino como um todo, visando garantir o acesso, a aprendizagem e a participação de todos, sem exceção.

E nesse sentido a Secretaria de Educação de Cabrália, vem se esforçando para fazer um bom trabalho, tanto com o empenho do secretário Iszael Fernandes e da coordenadora Nadir Lima, quanto dos professores que atuam diretamente com esses alunos.

Especial para o Namidia News

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