UFMG pede autorização à Anvisa para o início de testes em humanos da Spintec

A vacina contra a Covid-19 foi desenvolvida por pesquisadores da universidade.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) enviou, no dia 30 de julho deste ano, um pedido de autorização para o início dos testes em humanos da Spintec, vacina contra a Covid-19 desenvolvida por pesquisadores da própria universidade. A vacina foi desenvolvida com o intuito de atender à demanda nacional de forma mais eficiente.

Serão desenvolvidas duas fases de estudo, concomitantemente, que estão previstas para ter início em setembro. A primeira será realizada com cerca de 40 voluntários, com o intuito de avaliar a segurança da vacina, identificando, assim, se ela provoca efeitos adversos. A segunda fase reunirá de 150 a 300 voluntários, objetivando comprovar a capacidade imunogênica da vacina.

Segundo a UFMG, serão convocados voluntários que já receberam duas doses da vacina Coronavac, há pelo menos seis meses. O objetivo dessa pesquisa é avaliar a capacidade de resposta imunológica do organismo a uma terceira dose de imunizante.

Já foram realizados testes pré-clínicos com a Spintec, em camundongos humanizados. Neles, a vacina não gerou efeitos colaterais adversos. A expectativa é de que a Spintec esteja disponível em 2022, quando toda a população já tiver recebido as duas doses de vacina, servindo, então, como um reforço para a imunidade da população.

UFMG e o enfrentamento ao Coronavírus

A UFMG foi recentemente avaliada como a melhor universidade federal brasileira, segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Além do desenvolvimento da Spintec, a UFMG realizou um estudo que identificou anticorpos em bebês cujas mães positivaram para Covid-19 durante a gestação. A pesquisa utilizou como método o teste do pezinho e a testagem das mães. Os bebês serão acompanhados durante dois anos para avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor.

Mesmo com os impactos sofridos pela pandemia, a UFMG não teve suas aulas e estudos suspensos. Pelo contrário, a universidade desenvolveu diversos outros projetos na área da saúde, que envolvem a Covid-19.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

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