Sob gestão de Jair Bolsonaro, cartão corporativo atingiu maior gasto desde 2018

R$ 204,8 milhões já foram gastos nos primeiros nove meses, só esse valor já ultrapassa os valores gastos nos últimos 2 anos.

Em 2019 foram R$ 198,2 milhões, 2020 R$ 170,7 milhões. O valor do momento só não supera os R$ 244,8 milhões gastos sob o comando de Michel Temer em 2018. Os dados foram colhidos no início de outubro, deixando possibilidade de superar 2018 até o levantamento final no final deste mês.

Vale ressaltar que entre 2020 e 2021 o número de pessoas com cartão corporativo teve queda de 4.485 para 3.647, ainda assim, os gastos cresceram notadamente.

O jornal Metrópoles foi o responsável pelo levantamento de dados, usando como base informações do Portal da Transparência, local onde é divulgado as contas do governo federal gerida pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Foto publicada por Marcelo Freixo, professor e político brasileiro, filiado ao Partido Socialista Brasileiro e atualmente deputado federal pelo Rio de Janeiro

Quem gastou?

A Presidência da República lidera, consumindo 15,2 milhões do total, o Ministério da Justiça com R$ 11,4 milhões com o Ministério da Economia subsequente, consumindo R$ 4,3 milhões.

Confira o ranking dos órgãos do governo federal que mais gastaram com cartão corporativo em 2021:

  • Presidência da República – R$ 15,2 milhões
  • Ministério da Justiça e da Segurança Pública – R$ 11,4 milhões
  • Ministério da Economia – R$ 4,3 milhões
  • Ministério da Educação – R$ 3 milhões
  • Ministério da Defesa – R$ 2,7 milhões

Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), mais conhecido como ‘Cartão Corporativo’, é utilizado para pagamentos de despesas que a lei autorize desde que “caracterize a necessidade em despacho fundamentado”.

Lúcio Big, Diretor-Presidente do Instituto OPS

Diretor-Presidente do Instituto Observatório Político e Socioambiental (OPS), Lúcio Big, disse ao Metrópoles que os gastos causam preocupação, para ele que fiscaliza gastos públicos e defende a boa gestão do orçamento público.

Segundo ele “parece um carro desgovernado, sabendo que os gastos aumentaram mesmo com menos cartões corporativos disponíveis é algo que chega causa espanto”. E acrescentou: “É uma pena, porém, que nem todos os gastos realizados com esse tipo de cartão estejam disponíveis para a análise e fiscalização do cidadão brasileiro, o verdadeiro pagador das contas públicas”.

Sobre o sigilo do cartão corporativo, algumas despesas, como as da Presidência da República, são classificadas como sigilosas, sob alegação de risco à segurança. Desde 1967, um decreto militar ampara a decisão de não divulgar as despesas da Presidência.

O Metrópoles tentou entrar em contato com a Presidência da República e outros órgãos na época, não obtendo respostas.

Técnicos do Ministério da Economia afirmaram, de maneira informal, que o uso do cartão é monitorado. Cabe aos órgãos e entidades que utilizam o cartão a responsabilidade sobre análise, homologação e prestações de contas sobre e despesas efetuadas.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Metropoles

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