Mãe pede justiça por filha vítima de maus-tratos e abuso sexual por pai e madrasta

Em um caso bem similar ao que foi vivido pelo menino Henry Borel, a pequena Laura Orlandi, de 3 anos, estaria sofrendo maus-tratos e violência sexual durante o período em que passa com o pai, a madrasta e o enteado do pai. As denúncias foram feitas por Tatiana da Silva, mãe da criança, que diz que a filha teria sido vítima de abuso sexual por parte do filho da madrasta de Laura.

“Sábado, dia 10/04, minha filha apresentou os primeiros sinais de abuso sexual vindo do filho da madrasta. Fiz todo o procedimento na delegacia da mulher, e, mesmo assim, o juiz que está no caso deferiu ao pai uma busca e apreensão, e eu tive que entregar a menina, após a psicóloga relatar que Laura ficou quieta e não falou nada”, disse a mãe de Laura.

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível notar o desespero da criança, similar ao comportamento de Henry Borel, ao ela chegar à casa do pai.

Segundo Tatiana, o pai interferiu nas investigações sobre os maus-tratos contra a menina e manipulou o Conselho Tutelar de São José, em Santa Catarina, cidade onde ela e a filha vivem, para prejudicá-la e conseguir a guarda provisória.

Tatiana ainda diz que, desde que a criança nasceu, o pai não quis aceitar Laura, mas que, depois de ela conseguir a pensão para a filha, ele passou a ameaçá-la dizendo que tiraria a guarda da filha quando ela completasse dois anos de idade.

A mãe também compartilhou mensagens com o pai da criança, nas quais ele se recusa a fazer ligações de áudio e vídeo para que a menina falasse com a mãe.

A mulher relata diversas tentativas do pai de tirar a guarda da menina. Segundo o relato, em julho de 2019, o pai conseguiu uma guarda provisória de Laura, mas isso foi revertido na 1ª Vara da Família de São José.

Em dezembro de 2020, no entanto, o caso foi revisto e a guarda provisória do pai foi aprovada. Conforme a mãe, o ex-companheiro é advogado teria utilizado de vantagens no Conselho Tutelar e na Justiça para acelerar o processo em seu favor. 

Redes sociais como porta-voz

Um perfil no Instagram, criado pela mãe de Laura (@justicaporlauraorlandi), com denúncias sobre o caso, já acumula mais de 420 mil seguidores. Em todas as postagens, iniciadas em dezembro de 2020, a mãe da garota pede justiça. Em um vídeo feito em janeiro de 2021, Tatiana diz que já pediu ajuda da Justiça do estado, mas, segundo ela, nada foi feito devido ao fato de o pai da menina ser advogado.

Caso de estupro

A respeito da prática de violência sexual contra a criança, Tatiana narra que o filho da madrasta de Laura seria o autor do suposto crime. De acordo com ela, o ato sexual aconteceu no dia 10 de abril, quando a criança relatou que o filho e a madrasta a agrediram e, supostamente, abusaram da menina.

“Estão tomando banho juntos e dormindo no mesmo quarto”, escreveu a mãe.

Tatiana disse que já relatou o caso na Delegacia da Mulher de São José, mas busca por visibilidade da mídia para divulgar o caso da menina. Ainda de acordo com a mãe, existem vídeos da menina relatando o ocorrido e gesticulando como o menino toca nela durante o banho e no quarto.

“Minha filha apresentou sinais de abuso sexual. Ela relatou que o filho da madrasta fez isso com ela.”

Fonte: Com informações de Pleno News

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