Escolas são alvo de ataques com referências nazistas em MG

Quatro dias depois do ataque a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, realizado por um adolescente de 16 anos que vestia uma roupa com uma suástica, símbolo do nazismo, a Escola Municipal José Silvino Diniz, em Contagem, MG, foi o primeiro alvo de ataques com referências nazistas.

Algumas horas depois, a polícia recebeu outra denúncia na Escola Municipal Professora Maria Martins “Mariinha”, no bairro Tropical. Colaboradores encontraram a instituição com vidros quebrados e as câmeras de segurança arrancadas. Uma equipe da Polícia Militar também foi ao local.

Funcionários e alunos da Escola Municipal José Silvino Diniz, chegaram a unidade de ensino na manhã desta terça-feira (29) e encontraram as paredes pichadas com suásticas e mensagens com referências a Hitler, líder do nazismo alemão. Uma exposição em referência ao dia da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro, também foi destruída.

A suspeita é de que os ataques tenham sido feitos por estudantes da turma do nono ano. “Nós descobrimos um perfil em uma rede social com imagens internas da escola”, disse o colaborador.

A Polícia Militar esteve na escola durante a manhã de hoje e registrou um boletim de ocorrência. Segundo o colaborador da instituição de ensino, a perícia da Polícia Civil não chegou a ser acionada porque os funcionárias já haviam entrado na escola, o que pode ter alterado a cena do crime. A Guarda Municipal de Contagem também foi deslocada para as proximidades da instituição e permanece na região durante a manhã.

Para o colaborador, essa é mais uma situação de insegurança nas escolas. “É uma preocupação e a gente tem acompanhado isso em todo o país. Existe um trabalho da Polícia para desmontar esse movimento de células neonazistas. A gente viu, recentemente, esse ataque no Espirito Santo. Não dá pra se sentir seguro”, aponta. 

“Está caótico. A sala da diretoria foi atacada, a dos professores, o pátio, a parte de cima da escola, a exposição do Dia da Consciência Negra”, disse a mãe de alunos matriculados na escola.

Até o momento, não se tem informações sobre os responsáveis ou se os ataques tem alguma ligação.

Fonte: Da Redação NamidiaNews com informações de otempo

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