Dilma chama Holocausto de ‘violência bestial’ e critica negação

A presidente Dilma Rousseff criticou neste domingo os que negam a ocorrência do Holocausto, o massacre de 6 milhões de judeus por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“[A lembrança do] Holocausto, que alguns negam, servirá sempre de paradigma contra a intolerância e contra essa violência bestial”, discursou a presidente, em Salvador, em cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto.

“Não podemos apagar da nossa memória atos repulsivos nem podemos achar que eles são privilégio de algum povo. Infelizmente, vemos que há várias manifestações nesse sentido”, disse.

A presidente não foi específica, mas pode ter se referido indiretamente ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que critica o “mito” em torno do fato.

A relação entre Brasil e Irã, próxima durante o governo Lula, foi estremecida no atual mandato. Na semana passada, um porta-voz do Irã culpou a diplomacia de Dilma por “destruir anos de bom relacionamento” entre os países.

Sob Dilma, o Brasil votou na ONU pela investigação sobre os direitos humanos no Irã em março de 2011. Lula evitava pressionar o país.

Em meio à escalada da tensão entre as potências ocidentais e o Irã, por conta do programa nuclear do país, Dilma voltou a enfatizar a posição do país a favor do controle das ações militares internacionais para defender a população civil.

“Temos a convicção de proteger populações civis, mas que também o mundo tem de se conscientizar que deve haver responsabilidade no proteger. Quando se protege, é necessário ter responsabilidade para que a proteção não se torne uma situação de convulsão e de guerra”, disse.

Dilma Rousseff durante a cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

 

FOLHA

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