Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas

Que a imprensa livre seja parte de uma sociedade democrática, e que, por isso, além da denúncia de crimes contra os direitos humanos, o próprio trabalho dos jornalistas em si já deve ser preservado.

Imagem de Sumanley xulx por Pixabay

A Organização das Nações Unidas (ONU) comemora hoje (2) o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas.

Segundo a Unesco, a data foi instituída em dezembro de 2013 e marca o assassinato de dois jornalistas, Gislaine Dupont e Claude Verlon, no Mali, em 2 de novembro do ano passado. Com o objetivo de criar um ambiente seguro para o trabalho dos profissionais dos meios de comunicação em todo o mundo, a ONU tem desenvolvido, nos últimos anos, um plano de ação, com o apoio da comunidade internacional e da sociedade civil.

90%, de impunidade dos casos de violência envolvendo profissionais da mídia / Imagem de Linus Schütz por Pixabay 

As Nações Unidas chamam atenção para o número de jornalistas mortos nos últimos anos e para o alto percentual, 90%, de impunidade dos casos de violência envolvendo profissionais da mídia.

Que a imprensa livre seja parte de uma sociedade democrática, e que, por isso, além da denúncia de crimes contra os direitos humanos, o próprio trabalho dos jornalistas em si já deve ser preservado.

Segundo matéria especial do Correio Brasiliense de hoje, trinta e dois jornalistas e colaboradores da imprensa foram assassinados até o momento neste ano, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que aponta que, embora o número seja menor do que no ano passado por causa da pandemia, se mantém preocupante.

Por ocasião desta segunda-feira, Dia Internacional pelo Fim da Impunidade por Crimes Perpetrados contra Jornalistas, a RSF reitera o pedido ao Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, de criação do cargo de “representante especial para a segurança de jornalistas”.

“O secretário-geral tem pouco mais de um ano para agir e deixar um legado significativo na luta contra a impunidade e na proteção dos jornalistas”, afirmou o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire, em um comunicado publicado nesta segunda-feira em vários jornais.

25 casos de jornalistas brasileiros assassinados continuam impunes

Já em outra matéria publicada pela agência Lupa, 25 casos de jornalistas brasileiros assassinados continuam impunes. O levantamento foi feito pelo Comitê para Proteção dos Jornalistas (Committee to Protect Journalists) e inclui crimes desde 1992.  O número de profissionais assassinados, porém, foi ainda maior. Ao todo, 39 jornalistas foram mortos no período analisado pelo CPJ.

Nos do Namidia News estamos juntos nesta causa

Da redação

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