Deborah Secco está tentada pelo papel de Suzane von Richthofen no cinema: “gostaria de conhecer essa realidade”

Apesar de querer encarar o desafio, atualmente Deborah Secco se dedica a produzir e interpretar seu próprio longa-metragem. “Quero fazer uma mulher coadjuvante”, disse

A atriz Deborah Secco revelou que está tentada pela possibilidade de interpretar Suzane von Richthofen no filme que será dirigido por Grostein, irmão de Luciano Huck. Em entrevista ao jornal O Dia, a atriz contou que gosta de fazer papéis que a forcem refletir sobre suas próprias opiniões e que hoje é mais cautelosa ao falar de alguém. “Eu tinha a minha opinião muito fechada. Quando fiz a Bruna (Surfistinha), minha mente se abriu”, disse a atriz.

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“Ninguém é dono da verdade do outro, ninguém vive a verdade do outro, ninguém sabe o que leva as pessoas a chegarem a pontos extremos. Nós temos as leis dos homens e elas precisam ser cumpridas. A Suzane está fazendo isso. As pessoas ainda insistem muito em condenar alguém que já teve sua vida completamente dilacerada. Não fazemos ideia do que ela passa dentro da cadeia. E eu gostaria de ter essa ideia e conhecer essa realidade, que imagino que deve ser tão dura”, explica Deborah em entrevista ao jornal.

Para a atriz, viver a experiência de um personagem, baseado em Suzane, é um desafio não só profissional. “Quero me sentir insegura, me perguntar se consigo mesmo fazer aquele papel. Estou guiando a minha carreira não só para o cinema, mas para personagens que me façam acreditar que vão mudar a vida de alguém”, comenta.

Atualmente Deborah Secco se dedica a produzir e interpretar seu próprio longa-metragem, que pretende começar a filmar em 2015. “Ele vem de um microargumento meu, em cima de uma personagem que eu queria fazer. Quero fazer uma mulher coadjuvante, que não seja nada: nem feia, nem bonita, nem magra, nem gorda, nem rica, nem pobre… Pois fiz personagens de grandes rótulos”.

Grostein anunciou a compra dos direitos de adaptação para o cinema do livro “Richthofen: O Assassinato dos Pais de Suzane”, escrito por Roger Franchini. “É uma história pública, mexeu com a cabeça de todo o Brasil. Ainda não tenho hipótese sobre o que levou àquele assassinato. Mas o mais perto dela estará na tela”, contou o diretor de 33 anos.

Grostein e Franchini trabalham juntos no roteiro do longo, que ainda não tem previsão para ser concluído. Boa parte das filmagens será concentrada na noite do crime, segundo o autor do livro. “O Fernando quer fazer uma coisa sanguinária, que é o meu desejo também. Não queremos ser condescendentes nem com o espectador”, explica Franchini, que já atuou como investigador da Polícia Civil.

No livro “Richthofen: O Assassinato dos Pais de Suzane”, o autor relata o envolvimento de Suzane com os irmãos Cravinhos e imagina os possíveis diálogos que eles tiveram na noite do crime. Todo conteúdo é baseado nos depoimentos do processo.

O irmão caçula de Suzane, Andreas, que rompeu com a irmã após ela confessar ser mentora do crime, não quis comentar o assunto.

Relembre o caso
Na madrugada do dia 31 de outubro de 2002, Manfred e Marísia von Richthofen estavam dormindo na mansão onde moravam, em São Paulo, quando foram brutalmente assassinados com golpes de barra de ferro. Pouco depois, a filha do casal, o então namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian, confessaram o crime.

Os irmãos foram condenados como executores, enquanto a filha mais velha repsondeu pelo crime como mentora. Suzane foi condenada a 38 anos e seis meses de prisão, enquanto os assassinos cumprem pena no regime semi-aberto.

 Em outubro deste ano, Suzane, que atualmente tem 31 anos, abriu mão da herança dos pais alegando saber que nçao tem direito a nada. Ela declarou ainda que deseja apenas reencontrar o seu irmão caçula, Andreas. Também em outubro, a ex-estudante de Direito se casou com Sandrão, uma colega de presídio condenada pelo sequestro e morte de um adolescente.

Correio24hrs

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