Criança morre no desabamento de prédio em São Bernardo do Campo

Outras seis pessoas ficaram feridas e uma está desaparecida. Mais de 60 bombeiros procuram por vítimas.

Parte de prédio comercial de catorze andares desabou na noite desta segunda-feira (6). Desta vez, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Uma criança morreu e seis pessoas ficaram feridas. Nossas equipes acompanham o trabalho de resgate, que não para, porque ainda pode haver vítimas entre os escombros.

Ainda há pelo menos uma pessoa desaparecida, mas pode haver mais. No local funcionavam principalmente consultórios médicos. O desabamento aconteceu pouco depois das 19h.

Ao todo, 65 bombeiros estão dentro do prédio procurando por vítimas, pois há a informação de que a enfermeira Patrícia Alves trabalhava no prédio. A família está desde a madrugada acompanhando esse trabalho. Há muitos escombros, muito entulho e muita poeira.

Ainda não é possível dizer o que provocou esse desabamento, mas a perícia vai verificar se a caixa d’água do prédio estava posicionada no lugar errado. Já foram solicitadas plantas do edifício. A polícia também já pediu o alvará de funcionamento do prédio para saber se a situação está em ordem. O coronel do Corpo de Bombeiros informou que há risco de desabamento, por isso a principal hipótese é de que a área seja interditada.

Foi uma madrugada tensa nos hospitais de São Bernardo do Campo. A busca por informações sobre feridos e desaparecidos era angustiante. A gerente de um consultório no prédio e não voltou para casa na segunda-feira. “O chefe dela ligou para gente e falou que tinha acontecido alguma coisa no prédio, mas não sabia exatamente o que exatamente”, contou uma parente.

A morte de uma menina de três anos foi confirmada. Ela estava em um consultório no sexto andar do prédio. Quando recebeu a notícia, a tia da criança passou mal. A mãe da menina se machucou, mas já recebeu alta. O pai continua internado. Seis pessoas ficaram feridas no desabamento. As paredes externas do prédio comercial, no centro de São Bernardo, ficaram de pé. Mas treze das catorze lajes ruíram.

Do lado de fora, era possível ver o que aconteceu. Toneladas de escombros se acumularam.
Estilhaços de janelas, pedaços de aparelhos de ar condicionado e outros objetos das salas ficaram espalhados na avenida em frente. O quarto andar foi um dos mais atingidos. O perito Fábio Piva estava lá quando tudo desabou. Não sabe explicar como escapou. “Eu fui no banheiro escovar os dentes e escutei uma explosão, um estalo muito forte. Aí eu saí do banheiro e vi as coisas voando pela janela e o pessoal gritando, muita gente gritando”, contou.

O comerciante Fabiano Oliveira passava de carro quando tudo veio abaixo. “Na hora que eu passei eu só escutei barulho de estilhaço, barulho de pedra caindo em aço. Foi o que eu ouvi”, disse.

O síndico do prédio afirma que não havia reformas no local. “Havia só um trabalho de pintura. O prédio é bem conservado, tem estrutura boa”, afirmou o síndico Lauro Salera.

“Da cobertura até o subsolo, os conjuntos com final 4 colapsaram totalmente. Estamos com aproximadamente 40 homens se revezando”, disse o tenente-coronel Roberto Rensi Cunha, comandante dos bombeiros do grande ABC.

“A princípio, os alvarás estavam em dia, mas vamos checar para não afirmar algo e depois desmentir. Vamos ter cautela e não responsabilizar ninguém antes da hora”, declarou o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho

 

BDB

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