Backer admite presença de dietilenoglicol em cervejas

Cerveja Belorizontina

Em audiência pública nesta quarta-feira (4), realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o advogado da Backer, Estevão Nejm, disse que há presença de dietilenoglicol nas cervejas.

A Polícia Civil investiga 34 casos suspeitos de intoxicação pela substância, a partir da ingestão de cervejas da Backer, que teriam acontecido em 2018 e 2019. Seis pessoas morreram

O inquérito começou em janeiro deste ano quando várias pessoas em Minas Gerais manifestaram sintomas como dores abdominais, náuseas, vômitos, alterações neurológicas e insuficiência renal.

“Existem sinais de que pode haver mono e dietilenoglicol em qualquer cerveja como parte de um processo de fermentação”, disse Nejm.

A defesa da cervejaria também alegou que não pode custear as despesas médicas das vítimas porque o Tribunal de Justiça de Minas Gerais bloqueou os bens da empresa. Ele pode chegar à quantia máxima de R$ 100 milhões, divididos entre valores, veículos e imóveis.

Ana Paula Lebbos
Sócia e diretora executiva da cervejaria Backer, Ana Paula Lebbos, ao centro — Foto: Juliana Perdigão/TV Globo

Despesas médicas

Os parentes das vítimas cobram que a empresa se responsabilize pelos gastos urgentes porque há pessoas que não possuem plano de saúde.

A sócia e diretora executiva da cervejaria, Ana Paula Lebbos, disse que espera pela conclusão do inquérito. “ A Backer ainda não foi culpada de nada e, quando for, vai se responsabilizar. Mas a Backer ainda não é culpada”, falou ela.

Com informações de: G1

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