ACM Neto e Bolsonaro entram em acordo por intermédio de Silas Malafaia


O presidente Jair Bolsonaro e Antonio Carlos Magalhães Neto, presidente do Partido Democratas (DEM), ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, se acertaram sobre as eleições do ano que vem.

O acordo foi intermediado pelo televangelista Silas Malafaia. Ele é líder da fração neopentencostal Vitória em Cristo, nascida no bairro da Penha, no Rio, dona de uma centena de templos no Rio, Minas Gerais, Pernambuco e Espírito Santo, e, também, de uma bancada de meia dúzia de deputados federais abrigados em diferentes partidos.

Bolsonaro incorpora à sua campanha de reeleição toda a estrutura do DEM em cidades consideradas estratégicas à sua campanha de reeleição.

Em troca, o ex-prefeito de Salvador obtém garantia de apoio do governo e consolida uma aliança de ativistas evangélicos para a disputa contra o PT na Bahia, que há década e meia detém a hegemonia eleitoral no governo estadual, nas bancadas legislativas e em 410 dos 417 municípios.

O acordo Bolsonaro-ACM Neto para 2022, na prática, formaliza uma situação existente: o DEM apóia o governo desde o início, mantém dois ministros (Tereza Cristina, na Agricultura, e Onyx Lorenzoni, no Trabalho) e integra o aglomerado parlamentar governista conhecido como Centrão.

Para ACM Neto, a prioridade é a reconquista do domínio eleitoral perdido na Bahia desde a morte do avô, Antônio Carlos Magalhães, em 2007.

Deixou isso claro quando o deputado carioca Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, passou a confrontar Bolsonaro. Em seguida, ajudou o governo a alavancar a eleição de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Câmara, isolando Maia que pretendia eleger o sucessor. Expulsou-o do partido no mês passado, em rito sumário e sem ocultar traços de vingança pessoal.

Redação Namidia News, com informações Revista Veja

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