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Brasil ocupa terceiro lugar com mais casos de varíola dos macacos do mundo

Com 3.788 casos diagnosticados de varíola dos macacos até este domingo (21), o Brasil superou o Reino Unido e a Alemanha, e agora é o terceiro país com mais doentes confirmados no mundo.

Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, outros 4.175 casos são considerados suspeitos e aguardam resultado do exame RT-PCR para confirmar ou descartar a doença.

Os Estados Unidos são o país com mais casos até agora, 14.594, segundo o boletim mais recente do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), seguidos da Espanha, que até a última quinta-feira (18) já contava 5.792 pacientes que contraíram o vírus.

Na sexta (19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, por unanimidade, acelerar a importação de medicamentos e vacinas contra a varíola ainda sem registro no Brasil, mas já aprovados em outros países. Com isso, a agência determinou que os pedidos de importação terão prioridade no processo de avaliação, e a resposta deverá ser dada em até sete dias úteis.

Higiene das mãos é a melhor forma de prevenção

Tanuri ressalta ainda que, no caso da varíola, a máscara facial não é a principal forma de prevenção, já que o vírus é transmitido pelo contato próximo da pele e por objetos compartilhados.

“Você pode inocular o vírus coçando o rosto, colocando a mão no olho. A inoculação pelo ato sexual a gente já viu que é muito efetiva. Mas o que a gente tem visto é que a fase em que você transmite é quando tem as pústulas. No Rio a gente teve um caso de uma adolescente que não teve relação nenhuma. Isso mostra que o vírus tem capacidade sim de espalhar.” (Amilcar Tanuri, virologista da UFRJ)

Ainda de acordo com o especialista, nos casos de resultado positivo do teste, o isolamento formal de sete dias pode não ser suficiente para evitar a transmissão do vírus.

“A pessoa continua infecciosa até as crostas caírem, até resolver aquela lesãozinha. Não é uma semana só”, alertou Tanuri.

“O vírus é sensível ao álcool 70, aos detergentes normais, se você lavar a mão. A higiene pessoal nossa tem que ser mantida. Não levar a mão ao rosto e lavar a mão sempre”, disse ele. “A gente sabe que esse vírus fica ativo pelo menos 90 horas, é bem estável no meio ambiente. É possível sim [a transmissão, se a pessoa encostou numa superfície, deixou os vírus aí, depois a outra pessoa encostou.”

Fonte: g1

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