
A direção do Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia (Sindibancários) havia realizado reuniões com os funcionários nas três cidades e decidiu agir. Durante o diálogo com os bancários, constatou-se uma série de problemas que motivaram a direção do Sindicato a propor o “enfrentamento”.
Segundo Thomaz Edson, funcionário do banco Itaú e diretor do Sindibancários, as paralisações podem ser retomadas. “Depende da boa vontade do banco para o diálogo”, adverte o sindicalista. Segundo ele, a adesão à paralisação no extremo sul foi maciça.

Os dirigentes informaram que o gerente de relações sindicais do Itaú manteve contato com o Sindicato nesta quinta e prometeu marcar reunião para discutir os temas reivindicados. “Ou o banco conversa, ou vamos manter a mobilização”, alerta Carlos Eduardo Coimbra, coordenador geral do Sindibancários.
“Estamos estarrecidos com o nível das ameaças”, afirma Thomaz Edson, diante das informações sobre as atitudes por parte da diretoria comercial do banco, que impõe metas abusivas, sem olhar para a falta de condições de trabalho aos funcionários. De acordo com ele, é visível a falta de condições de trabalho nas agencias, principalmente em Porto Seguro.

“O sindicato ouviu muitos colegas que estão se automedicando com remédios de tarja preta, ansiolíticos. Os mesmos são obrigados a trabalhar além da sua jornada de trabalho, adoecendo cada vez mais”, completa o dirigente.
“O Sindibancários vai fortalecer as denúncias contra o banco na sociedade em geral. Ao mesmo tempo, estamos abertos ao diálogo. Nossas reivindicações são claras: queremos mais contratações, fim das metas abusivas, do desrespeito e do assédio moral”, aponta Carlos Eduardo Coimbra.
Fonte: Sindibancários Extremo Sul-CUT