Suspensão da temporada de cruzeiros marítimos causa impacto na economia baiana

A ausência da temporada de cruzeiros causou impacto na economia baiana. Segundo a Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), mais de 60 cruzeiros com cerca de 200 mil turistas eram esperados nesta temporada. 

“Foi um impacto muito grande, mais do que nas outras capitais, porque Salvador tem uma dependência muito grande do turismo. 70% da nossa renda vem do setor de serviços, 30% especificamente de turismo. Então para a cidade é muito ruim”, disse o secretário Fábio Mota. 

Ainda segundo a Secult, o impacto no setor de turismo atinge empresários e também trabalhadores, já que além dos empregos diretos, cerca de 1,5 mil vagas indiretas são criadas durante a temporada de cruzeiros. 

A última temporada de cruzeiros aconteceu entre 2019 e 2020. Na época, cerca de 165 mil pessoas desembarcaram em Salvador, o que representou 10% de aumento em relação a temporada anterior. A alta, inclusive, refletiu na economia local, já que o gasto médio de cada turista foi de R$ 485, ou seja, houve uma movimentação total de R$ 70 milhões.

A expectativa para o fim deste ano era o retorno dos cruzeiros para a capital baiana. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não autorizou a retomada da temporada de cruzeiros na costa brasileira este ano. 

A Anvisa informou que a decisão sobre restrições está sendo discutida por um grupo interministerial formado pela Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Saúde e Ministério da Infraestrutura e que agora só vai se manifestar sobre decisões de caráter sanitário. 

O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo da Bahia, Luiz Augusto Leão Costa, afirmou que a estrutura para receber os turistas é segura. 

“Os protocolos são rígidos demais nesses cruzeiros e também em todo o segmento do turismo. Nós estamos preparados para atender toda a demanda que a temporada de cruzeiros vem a oferecer para a nossa cidade”, disse. 

No entanto, a infectologista Clarissa Cerqueira disse que mesmo com os protocolos de segurança, os cruzeiros podem representar risco durante uma pandemia.

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