Petroleiros vendem litro da gasolina R$ 1 mais barato devido estado de greve

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A entidade vai custear o valor do preço por litro do combustível, que será vendido pelo valor de R$ 3,39, no Posto BR da Avenida Vasco da Gama e teve início às 10h.

A greve dos petroleiros completa, nesta quinta-feira (13), 13 dias de paralisação e como forma de protesto, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) realiza uma ação para vender a gasolina a R$ 1 mais barato para o consumidor.

A ideia, segundo o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, é chamar a atenção da Petrobras para o preço aplicado no litro da gasolina, levando em consideração o custo de produção nacional, mantendo a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras e a arrecadação dos impostos federal e do estado (ICMS).

“Estamos com essa campanha para mostrar que é possível vender gasolina mais barata.

O problema é que a Petrobras não leva em consideração na composição do preço os custos de produção que são em real, como qualquer outro produto nacional que é vendido no país.

Fizemos um acordo de pagamento de R$ 4 mil em combustível, que dá para cada um dos 133 motoristas abastecer até 30 litros.

Precisamos mudar isso, e chamar a atenção, pois, em prática, o consumidor ganha em real, mas está pagando a gasolina em dólar”, afirmou.

Greve
Completando 13 dias de greve, Jairo ressaltou que o Sindipetro busca manter conversas com a Petrobras contra a demissão de servidores das unidades no estado e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, formalizado pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA).

Na Bahia, petroleiros das unidades da UO-BA (Santiago, Miranga, Araças, Taquipe, Bálsamo, Candeias  e  Buracica) da Petrobrás, onde se localizam os campos terrestres de petróleo e da Refinaria Landulpho Alves, no Terminal de Madre de Deus e na PBIO ( fábrica de biocombustível), também estão paralisados. A greve dos petroleiros envolve trabalhadores concursados e terceirizados.

“A gente espera a Petrobras para tentar conversar e suspender as demissões dos funcionários e cumprir o acordo firmado no MPT”, pontuou Jairo.

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