Mulheres e crianças deixam prédio da Assembleia em Salvador

Um policial militar em greve, em companhia da mulher e de três filhos, deixou a Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, onde estão reunidos cerca de 300 grevistas, além do líder da paralisação, Marco Prisco.

Os cinco deixaram o prédio do Legislativo por volta da 20h40, de forma espontânea. Ao ultrapassar a barreira montada pelo Exército, que cercou o prédio desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, eles foram levados a uma barraca de campanha. Lá foram examinados por médicos. Depois, tomaram lanche.

Famílias de PMs em greve se concentraram diante da Assembleia desde a manhã desta segunda

Em seguida, ao serem liberados, entraram num carro que estava estacionado nas proximidades e foram embora.

Antes, o Ministério Público solicitou à Justiça que determinasse a saída de crianças do prédio ocupado pelos grevistas. No início da noite, uma juíza tomou a decisão.

Depois do primeiro casal, mais três mulheres e cinco crianças –uma delas de colo– também deixaram a Assembleia, que está sem energia elétrica desde a noite de domingo.

GREVE

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

O governador Jaques Wagner (PT) disse à Folha que não pagará nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado.

A Assembleia Legislativa foi invadida pelos grevistas e está cercada por homens do Exército desde a madrugada. A luz foi cortada no local.

Na manhã de hoje, diversos focos de tumulto ocorreram no local. Um deles começou quando alguns familiares e PMs que estão do lado de fora da Assembleia tentaram invadir o prédio. Eles foram contidos por homens do Exército, que usaram balas de borracha e bombas de efeito moral.

Em seguida, houve um novo princípio de tumulto, quando homens da Força Nacional imobilizaram um soldado da PM sob suspeita dele estar portando arma. Outros policiais reagiram e houve disparo de balas de borracha e gás pimenta para a dispersão do grupo. Após a revista, foi constatado que o PM não estava armado.

Com a greve, foram registrados arrastões e o número de assassinatos chegou a 93 na região metropolitana de Salvador desde quarta-feira (1º).

 

FOLHA

Comente com Facebook