Empresa nega tentativa de impedir manifestação em praça de Ondina

Movimento protesta contra empresa responsável pelo Camarote Salvador, em Ondina

A empresa Premium Produções, responsável pelo Camarote Salvador, emitiu uma nota neste sábado, 14, em que nega que tenha havido qualquer tentativa de impedir a realização da manifestação pública intitulada Desocupa, marcada para este sábado, às 18 horas, em frente a Praça de Ondina, na capital baiana.

O sócio da Premium Entretenimento, Luiz Mendes, afirmou via assessoria de comunicação que: “A interpretação dada à liminar concedida ontem, 13 de janeiro, pela 7ª vara da Fazenda Pública de Salvador está sendo feita de modo equivocado. A decisão da justiça não impede a realização de manifestação pacífica, ela visa apenas proteger os colaboradores da Premium envolvidos na montagem do camarote e evitar que danos aconteçam às instalações. Não há nenhum embargo à manifestação pacífica e artística no espaço externo.”

A juíza Lisbete Teixeira Cézar Santos, da 7ª Vara da Fazenda Pública, acatou o pedido de liminar e decidiu na sexta, 13, pela interdição ao movimento social Desocupa. Na ação, a empresa Premium Entretenimento aponta a jornalista Nadja Vladi como líder do movimento.

Nadja é editora-coordenadora da Revista Muito do Grupo A TARDE, doutora em cultura e comunicação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e professora dos cursos de comunicação da Unijorge e Faculdade Social da Bahia. A jornalista nega liderar o movimento: “Não sou líder e não entendo por que fui escolhida para isso nessa ação. Se a prefeitura privatizou um espaço, tenho motivos para criticar isso como moradora de Ondina”.

A manifestação marcada para esse sábado, às 18 horas, acontecerá na Praça de Ondina, espaço que foi concedida pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) à empresa Premium Produções para a construção do Camarote Salvador, no ano passado, com a contrapartida de reforma na praça, pagamento no valor de R$ 1 milhão à Prefeitura e disponibilização de arquibancadas públicas durante o Carnaval. Em dezembro, três meses após ser inaugurada, a praça foi cercada de tapumes que impedem o acesso dos usuários.

A manifestação, articulada via internet, principalmente pelas redes sociais, foi batizada de Desocupa Salvador e é contrária à “privatização de espaços públicos da cidade”. No Facebook, o Desocupa é definido como “uma manifestação pacífica e artística” e tinha apoio, até a manhã desse sábado, de pelo menos 500 pessoas.

A TARDE

Comente com Facebook