Diretor de empresa de seleção é denunciado por fraude em concurso dos Correios

Cinco candidatos, que já trabalhavam para os Correios, também foram denunciados pelo MPF

Seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) por fraude em um concurso realizado em 2003/2004 pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para vagas de técnico operacional júnior.

O MPF apresentou denúncia, na última segunda-feira (30), contra o Diretor Presidente do Serviço Nacional de Seleção Pública (Senasp), empresa contratada para realizar o concurso, e cinco candidatos, que já trabalhavam para os Correios.

Segundo o MPF, os cinco candidatos conseguiram ficar entre as seis primeiras colocações no resultado final, com a ajuda de um relatório fraudado produzido pelo Senasp, que induziu em erro a ECT.

O caso foi comunicado ao MPF/BA pela própria ECT, que detectou a situação ao analisar o relatório geral das notas dos candidatos do concurso, feita a pedido de um dos candidatos.

Consultado em julho de 2005, um ano após a divulgação do resultado, o relatório geral evidenciou notas divergentes das que constavam na lista de aprovados divulgada no Diário Oficial da União e em relatórios entregues pelo Senasp.

Segundo o relatório geral, com a pontuação obtida nas provas, os cinco denunciados seriam desclassificados do concurso por não obterem a pontuação mínima. A ECT anulou o concurso em 2005, tendo como base as evidências da fraude.

Os candidatos denunciados tentaram reverter a anulação impetrando mandado de segurança na Justiça, que negou o pedido na primeira e na segunda instância.

Falsidade ideológico e perda de cargo
O procurador da República André Batista Neves requer a condenação dos denunciados por falsidade ideológica contra a ECT, cuja a pena é de multa e reclusão de um a cinco anos.

Quanto ao Diretor Presidente do Senasp, o procurador requer condenação também pela falsidade ideológica praticada contra a PRDC/BA. Em relação aos candidatos denunciados, requer, ainda a perda de cargo ou função pública exercida na ocasião da condenação.

 

Correio da Bahia

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