Brasil terá semana de frio intenso com neve

Os serviços de meteorologia afirmam que grande parte do Brasil vai enfrentar uma semana de frio atípico para o mês de maio a partir da próxima segunda-feira (16). De acordo com Cesar Soares, meteorologista da Climatempo, os termômetros devem ficar abaixo de 10°C em São Paulo, há previsão de neve e “chuva congelante” para estados do Sul e geadas para outros trechos do país.

“Para quem está sentindo frio agora, digo que o frio ainda nem começou”, afirma César Soares. “Esse pode ser o episódio de frio mais intenso deste ano.”

Nas redes sociais, o frio que se aproxima vem sendo divulgado como uma “erupção polar histórica“. O meteorologista da Climatempo afirma que o termo não existe na literatura da meteorologia, e o que de fato vai ocorrer tecnicamente é o avanço de uma “massa polar”, que o especialista classifica como “muito intensa”.

Na Bahia, a previsão para a semana que vem na capital prevê temperaturas abaixo de 25ºC

Neve e chuva congelante

A neve é um fenômeno já mais conhecido: os flocos são formados já na nuvem e chegam ao solo no mesmo estado, enquanto a chuva congelante é um evento mais raro em nosso país. Segundo o meteorologista César Soares, a chuva ocorre de forma normal, com a queda da gotícula na atmosfera, mas a água se congela ao tocar uma superfície.

“(Quando ocorre uma chuva congelante”, você vê as gotas caindo, mas olha as pessoas na rua e as pessoas não se ‘molham’, porque a gota congela quando toca a superfície”, explica o meteorologista.

Há previsão de neve para municípios da Serra Gaúcha e algumas cidades da região central de Santa Catarina na terça-feira (17) e quarta-feira (18).

La Niña mais intensa

O ano de 2022 vem sendo marcado pelo fenômeno La Niña, cuja principal característica é o esfriamento das águas do Oceano Pacífico que provoca invernos rigorosos e secas severas. No Brasil, em anos de La Niña, é comum mais chuvas na região Sul e menos nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com análise do serviço de meterologia MetSul, o atual comportamento do La Niña “foge” ao que costuma ser observado. “O episódio que se iniciou em agosto do ano passado normalmente atinge seu pico de intensidade entre o fim do ano e o começo do ano seguinte. Na sequência, começa a perder intensidade e, via de regra, há uma transição para neutralidade no outono do ano seguinte”, explica, em nota, a meteorologista Estael Sias.

Fonte: Da Redação NamidiaNews com informações de g1