O ataque de piranhas que deixou ao menos dez pessoas feridas em um trecho do Rio Paraguaçu, no interior da Bahia, gerou preocupação em diferentes regiões do estado. No entanto, especialistas garantem que não há motivo para alarme em cidades do extremo sul, como Porto Seguro.
Segundo o biólogo Guilherme A. Rodrigues, do ponto de vista científico, não existe risco de as piranhas se espalharem naturalmente para outras regiões da Bahia, especialmente para o litoral sul. “O Rio Paraguaçu pertence a uma bacia hidrográfica isolada, sem conexão com as bacias do sul do estado. Além disso, as piranhas são peixes exclusivamente de água doce e não sobrevivem em ambiente marinho”, explica.
O especialista reforça que o caso registrado no interior está restrito àquela localidade específica e não afeta rios, praias ou áreas de banho de Porto Seguro, que seguem seguras para moradores e turistas. Ainda assim, as autoridades ambientais alertam para a importância da prevenção, com respeito às áreas interditadas e às orientações dos órgãos competentes.
A Prefeitura de Iaçu informou que o trecho do rio onde ocorreram os ataques será interditado temporariamente para banho, enquanto um estudo técnico apura as causas do surgimento recente das piranhas na região. Placas de sinalização também serão instaladas para orientar a população.
Em Porto Seguro, não há qualquer registro ou indício de risco semelhante, e as atividades turísticas seguem normalmente.