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Alerta: Crianças correm mais risco de sofrer abusos online durante pandemia

Criança na internet

Hoje (15), a Unicef alertou que milhões de crianças estão expostas a um risco de abuso online cada vez maior. Isso ocorre como resultado de suas vidas estarem sendo cada vez mais vividas online, durante o período de confinamento devido à pandemia do novo coronavírus.

“A pandemia de coronavírus levou a um aumento sem precedentes no tempo de utilização de telas”, alerta o diretor executivo da Parceria Global pelo Fim da Violência.

“O fechamento de escolas e as medidas de contenção significam que mais e mais famílias estão confiando na tecnologia e nas soluções digitais para garantir que as crianças continuem a aprender, estejam entretidas e ligadas ao mundo exterior, mas nem todas as crianças têm o conhecimento, a capacidade e os recursos necessários para se manterem seguros online”, acrescentou Howard Taylor.

Mais de 1,5 bilhão de crianças e jovens foram afetados pelo fechamento de escolas em todo o mundo. Muitos desses alunos estão tendo aulas e se socializando mais online.

Conforme a Unicef, ao passarem mais tempo em plataformas virtuais as crianças podem ficar mais vulneráveis à exploração e assédio sexual online, uma vez que os predadores procuram se aproveitar da pandemia do Covid-19.

Por outro lado, a falta do contato presencial com amigos e companheiros pode levar crianças e jovens a correrem mais riscos. O aumento do tempo passado online de forma não monitorada pode expor as crianças a conteúdo potencialmente prejudicial e violento, bem como potenciar um maior risco de sofrerem ‘cyberbullying’.

Recomendações aos pais

Aos pais, é recomendado que verifiquem se os dispositivos das crianças têm as atualizações mais recentes de software e programas antivírus.

Recomenda-se também manter diálogos abertos com as crianças sobre como e com quem elas se comunicam online. Da mesma forma, é importante trabalhar com as crianças para estabelecer regras sobre como, quando e onde a internet pode ser utilizada.

Além disso, também é recomendado que os pais e responsáveis estejam atentos aos sinais de angústia que podem surgir com ligação às suas atividades online.

Em 2019, a Unicef divulgou um estudo realizado em 30 países que revelava quem uma em cada três crianças afirmavam ter sido vítimas de ‘cyberbullying’. Da mesma forma, uma em cada cinco crianças deixou de ir à escola devido ao ‘cyberbullying’.

Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Agência Lusa e Unicef

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