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Aldeia Barra Velha se despede do Pajé Albino e neto assume legado espiritual

A comunidade indígena da Aldeia Barra Velha viveu um momento de profunda comoção neste 19 de abril de 2026, data marcada pelo Dia dos Povos Indígenas. O pajé Albino, importante liderança espiritual do povo Pataxó, teve sua passagem anunciada pela TV Pataxó Oficial, que destacou sua trajetória de sabedoria, cura e orientação dentro da aldeia.

De acordo com a comunidade, o pajé “ancestralizou”, termo utilizado para representar sua partida e conexão com os antepassados. Em respeito ao líder e à sua família, todas as atividades festivas previstas para a data foram suspensas, transformando o dia em um momento de luto, reverência e memória.

Apesar da despedida, a tradição segue viva. Em um ritual considerado histórico, também realizado na aldeia, ocorreu a passagem do urataká (cocar sagrado), símbolo de liderança espiritual. O objeto foi entregue ao neto do pajé, Thihi Pataxó, que agora assume a responsabilidade de dar continuidade ao legado deixado pelo avô.

A cerimônia, carregada de significado, representa não apenas a sucessão, mas a continuidade dos saberes ancestrais, reforçando a importância da espiritualidade e da cultura dentro do povo Pataxó.

Familiares e membros da comunidade destacaram que o pajé Albino deixa ensinamentos que seguem vivos nas práticas, nos rituais e na memória coletiva. “Um pajé nunca nos deixa; ele se torna o vento, a semente e a voz que nos guia”, diz um trecho da homenagem compartilhada.

Neste Dia dos Povos Indígenas, a data ganha um significado ainda mais profundo em Barra Velha: de despedida, mas também de renovação e continuidade da cultura ancestral.

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