
“É um canal de comunicação apartidário entre a sociedade e o Poder Público.” De acordo com o procurador, qualquer pessoa com um smartphone Android ou iOS pode baixar o aplicativo e fazer uma reclamação, inclusive com foto. Automaticamente será gerada uma mensagem enviada ao administrador do Minha Bronca, que encaminha a demanda aos órgãos públicos responsáveis. A reclamação também é postada na página do aplicativo no Facebook.
“A pessoa também tem a opção de compartilhar a bronca por meio das redes sociais, fazendo crescer uma pressão para solução daquele problema”, afirmou o procurador. Entre os problemas que podem ser denunciados, citou buracos na rua, vazamentos de água, focos do mosquito Aedes aegypti, problemas de acessibilidade e esgoto. “Qualquer problema ligado ao serviço público. Temos 20 itens de serviços”.
Alternativas
O aplicativo ainda oferece ao cidadão a possibilidade de escolher uma alternativa que não esteja exposta. Titonelli informou que, a partir do momento em que os órgãos públicos se dispuserem a formar parcerias técnicas com o aplicativo, a resposta para os problemas relatados pela população poderá ser dada de forma mais prática e ágil.
Não há limite para a quantidade de “broncas”, nem restrição ao tamanho ou número de fotos.
O Minha Bronca vai funcionar para solucionar problemas apresentados no estado do Rio de Janeiro. Allan Titonelli esclareceu que, como se trata de uma plataforma colaborativa, pode ser utilizada por pessoas de qualquer município do país.
Comunicação
“É necessário sempre fazer um envolvimento com o cidadão para entender como funciona e para haver um estímulo maior em estar relatando os problemas, principalmente para buscar uma maneira de solucioná-los”.
A ideia do aplicativo surgiu, segundo ele, do atual momento do país, em que o cidadão quer fazer uma reclamação direta e não há mecanismos que facilitem essa comunicação de maneira prática. “É muita burocracia. Então, a ideia é que (o aplicativo) seja um canal transparente, público, para fazermos uma pressão para que os problemas sejam resolvidos.”
Agência Brasil