Tá na hora de Neto Guerrieri abrir o jogo

Segundo Robinho, Neto seria aquilo que ele chama de “prefeito gestor” e, segundo o deputado, “hoje a política, especialmente a política municipal, não cabe mais a paixão, ou melhor, o coração”.
Bom, trocando em miúdos, o que Robinho quis dizer é: “não esperem de Neto tapinha nas costas”. Ok. Até aí tudo bem, mas não custa nada ser simpático, e pelo visto, Neto começou a exercitar os músculos da face. Quando ao “ser gestor”, não vejo mais do que obrigação nesse esforço para bem administrar uma cidade. É o mínimo que se deseja como contrapartida ao voto.
No entanto, alguns fazem tanta apologia em torno disso que parece que um bom prefeito ou um bom governador etc, estão nos fazendo algum tipo de favor.
Definitivamente, não estão.
Quanto a Guerrieri, diria que ele pertence a uma geração de políticos que surge no Brasil a partir de gente como o ex-ministro da Saúde, José Serra, ou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aos quais a imprensa paulistana apelidou de “picolé de chuchu”: não tem cheiro sem sabor, mas atende ao que se presta, ou seja, refresca (no caso do picolé).
Na região, um dos maiores exemplo disso talvez seja o ex-prefeito de Porto Seguro, Gilberto Abade. A despeito da lambança no final da administração [leia-se lixo acumulado, servidores com salários atrasados e dois cadáveres insepultos, segundo a justiça], não fez uma gestão sofrível, no entanto, a falta de empatia e entrosamento gerava críticas como: “ele trabalha muito, mas não é político”.
Não que isto tenha sido determinante para o insucesso de Abade em Porto Seguro, deixo essa análise para os articulistas versados nessas questões, no entanto, ainda acho que dá para conciliar uma boa administração com uma boa dose de sensibilidade com as causas populares.
Afinal, se deu certo na campanha…
Mas o deputado estreante, prefeito em dois mandatos de Nova Viçosa, (BA), também deixou um recado para Neto Guerrieri. Segundo ele, “tá na hora de parar de dizer que não é candidato à reeleição”. O deputado disse com todas as letras “que não acredita nessa história, ou então, porque Neto procurou um partido com mais representação que o PRTN para se filiar?”
Concordo com Robinho, quem não é candidato não precisa de partido.
Rose Marie Galvão
Jornalista – DRT 219 – BA