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Coluna Parlatório – Por Rodolfo Albuquerque

SOBRE O SÃO JOÃO…

unnamed (9)Passados alguns dias do fim do São João Elétrico, este humilde escriba oferece a vocês leitores, a minha breve análise sobre a realização da festividade e os seus efeitos negativos e positivos. Para uma cidade como Porto Seguro, cujo principal fonte de receita para economia é o turismo, a realização de grandes festejos e com atrações de qualidade é fundamental e estratégico para aquecer o turismo e consumo na cidade, em especial num período pré-férias. Diante disso, acho importante a realização do São João Elétrico que coloca Porto Seguro no calendário junino da Bahia, em papel de protagonismo, com atrações de renome nacional e capazes de atrair grandes públicos, além de oferecer uma boa estrutura e organização. Porém em 2015, a maré não está para peixe, e por mais que a festa tenha sido bem conduzida, elaborada e organizada, nem de longe atingiu seus principais objetivos.

O público foi muito menor do que o esperado e houve muito mais consumo interno (dos próprios moradores de Porto Seguro e adjacências), do que o consumo externo (de turistas e visitantes). Em minha opinião, existem duas razões para isso. A primeira é a crise econômica mundial que estamos enfrentando com mais efeitos em 2015, com alta da cotação do dólar, com alta no preço das passagens aéreas, com o poder de compra diminuído, o que fez com que muitos desistissem da realização de viagens nas férias. Como Porto Seguro é um dos destinos turísticos mais cobiçados no Brasil, a cidade foi diretamente afetada por essa recessão no consumo turístico, o que prejudicou a obtenção de um público externo mais robusto no São João Elétrico.

A segunda motivação seria uma grade de atrações pouco atrativa que foi apresentada. Quem acompanha as atuais tendências musicais do Brasil, sabe bem que das atrações colocadas, apenas uma está na boca do povo, que é Aviões do Forró. As demais são excelentes, inclusive gosto muito de Michel Teló, que foi uma das atrações, mas cá entre nós, ele já figurinha repetida em Porto Seguro, assim como as outras, que por mais que tenham renome nacional já não empolgam tanto como em outras épocas. Acredito que tenha faltado uma análise mais criteriosa na hora de montar a grade, levando em consideração os artistas do momento, como Wesley Safadão, Pablo, Gusttavo Lima e o Cristiano Araújo, falecido recentemente.

Por outro lado, é preciso reconhecer os muitos méritos da festa. A festa foi muito bem organizada, com estrutura de qualidade, decoração atrativa, infra-estrutura de serviços públicos muito bem planejados, limpeza no local da festa e segurança para os participantes. Além disso, a festa foi amplamente divulgada e foi destaques em diversos veículos de comunicação no estado e no país, a exemplo do Estado de São Paulo, jornal paulista de circulação nacional, que deu amplo destaque para a festividade. Os veículos e produtoras locais também foram impecáveis na cobertura da festa e fizeram toda a diferença, a exemplo do Oxarope.com e da 4K produtora. Por mais que o público tenha sido menor do que o esperado, o comércio de serviços, em especial, os ambulantes, tiveram um faturamento bastante razoável.

Diante desses e de outros fatores, a reflexão que fica é de que o planejamento de festividades desta magnitude, em especial na montagem da grade de atrações, precisa ser ainda mais esmerada e trabalhada, para que o objetivo principal de fortalecer o turismo da cidade seja plenamente atingido.

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