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Vitória reencontra o Serrano e busca 1º triunfo no Nordestão

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Pegar o rumo correto é o grande desafio do Vitória após um 2014 de fracassos e um início de temporada cercado de desconfiança. Nesta quarta-feira, 11, às 19h, contra o Serrano, no Barradão, o Leão tenta engrenar o segundo triunfo no ano e o primeiro pela Copa do Nordeste.

Para reencontrar a rota do sucesso, há um exemplo parecido no time. Destaque nos últimos jogos, Vander cansou da sua falta de compromisso e se tornou símbolo de determinação. A semelhança entre o meia-atacante de 26 anos e o clube não é mera coincidência. Encostado na equipe B em 2014, foi justamente num duelo contra o Serrano que o atleta resolveu mudar seu destino.

“Nunca vou esquecer. Fui escalado para a Taça Estado. Era preliminar do jogo da Série A contra o São Paulo. Lembrei dos tempos em que jogava no grupo principal e tinha mais de 15 amigos torcendo por mim na arquibancada. Mas, naquele dia, jogando no Vitória B, quando levantei a cabeça para olhar a arquibancada do Barradão, só tinha minha mãe e meu sobrinho torcendo por mim num sol de 14h. Foi de doer, meu velho. Ali vi que precisava dar um rumo na minha vida, urgente”, lembra.

Naquela derrota por 3 a 1 diante do Serrano, Vander acabou expulso devido a um pisão nas costas de um adversário, segundo relato do árbitro. Foi seu último tropeço. A despedida de um jogador perdido. Dois meses depois, o destino o faz enfrentar o Serrano em dois jogos seguidos. No primeiro, domingo passado, em Vitória da Conquista, com triunfo por 2 a 0, deu uma assistência e fez o outro gol. Aliás, um golaço que ele ensaiava há tempos.

“Minha característica é a arrancada, né? Sempre conseguia correr, dar o drible final, mas, no chute, soltava uma bufa fria. Chegava tão cansado da arrancada, que só chutava torto ou no goleiro. Dessa vez, quando vi a curva da bola e a rede balançando, finalmente me vi realizado. Tento um gol desse há quatro anos, desde que fui para o profissional do Bahia. Já vi o gol mais de 50 vezes”, brinca.

Nesta quarta, no reencontro com o Rubro-Verde, Vander promete outra exibição digna. Não apenas dele, mas do time todo, pois considera que o Leão estará menos pressionado por ter encerrado o jejum de cinco partidas oficiais.

“Tirou uma carga das costas de todo mundo. Mesmo se fosse de meio a zero. Estamos mais tranquilos para jogar. Temos tudo para vencer e embalar de vez”, garante.

Mesmo regenerado, Vander não imaginava que mudar seus hábitos e se dedicar mais à carreira renderiam frutos tão cedo. Virou indispensável à escalação do técnico Ricardo Drubscky e se surpreende com a confiança depositada nele.

“Nem eu imaginei ser titular tão rápido. O desafio agora é me manter. Estão chegando muitos jogadores de qualidade. Só da minha posição tem Willie, Rhayner, Wellington… O próprio Escudero joga pela beirada também. Não posso cochilar nem um minuto. Tenho que dar sangue nos 90 minutos. Cada jogo é uma final pessoal para mim”, disse Vander, que integrava a lista dos jogadores fora dos planos.

“Tudo o que errei, paguei caro. Há três anos, estava jogando com Ronaldinho Gaúcho no Flamengo e, em 2014, estava pegando 10 horas de buzu para jogar a Taça Estado em Ilhéus. Não menosprezando a competição, mas é a situação. Meu pai e minha mãe pegaram muito no meu pé para virar este jogo, me disseram que teria que tomar um rumo. Coloquei na cabeça apenas que daria o meu máximo, fosse em qualquer clube. Já estava de malas prontas para o Náutico, apareceu uma proposta para a Coreia, mas o Vitória resolveu me dar outra chance. Não vou decepcionar”, completou.

Escalação

O rubro-negro não terá nesta quarta com o meia Jorge Wagner, que cumpre suspensão pela expulsão na derrota de 1 a 0 diante do Confiança, em Aracaju, na estreia no Nordestão.

Poupado domingo, o capitão Escudero o substitui, e o atacante Rogério continua.

 

A Tarde

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