Passageiros da Gol Linhas Aéreas estão há dias tentando deixar Fernando de Noronha e fizeram “plantão” no aeroporto da ilha para tentar conseguir um voo.
Turistas enfrentam dificuldades desde a quarta (12), quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu os pousos de aeronaves com motores a reação, chamados de turbojatos, por causa das condições da pista do aeroporto.
Desde então, a Gol não tem realizado viagens no local.
A decisão se deu por conta das condições da pista do aeroporto. De acordo com a agência, ela apresenta rachaduras no asfalto. A proibição faz parte da verificação de risco à segurança das operações, dos passageiros e tripulantes e vale por prazo indeterminado, segundo a Anac.
O impedimento vale para as aeronaves modelos Boeing e Embraer, que transportam mais de 110 pessoas e eram utilizadas pelas companhias para voos à ilha. Para contornar a proibição, a Azul, por exemplo, fez a substituição por aeronaves ATR72-600, com capacidade para 70 passageiros.
Em entrevista ao G1, Samuel Prado, gerente executivo da Dix, empresa responsável pela administração do Aeroporto de Fernando de Noronha, explicou que o pavimento da pista está saturado e precisa de reforma. Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco (Seinfra) informou que a expectativa do governo é de executar a obra emergencial na pista em 60 dias.
Segundo informações do G1, os passageiros que esperam por um voo relataram que funcionários da Gol avisaram, no aeroporto, que é necessário que haja vaga em um voo da Azul para que eles possam ser alocados. Já a companhia aérea comunicou que deve realizar, nesta quarta-feira (19), “uma operação extra” para atender os clientes que compraram o trecho Noronha-Recife e permanecem na ilha.
Quem estava com passagem comprada para a ilha pode remarcar a viagem, pedir crédito ou reembolso diretamente pelo site da empresa ou ligar para a Central de Atendimento no 0300-115 2121.
As pessoas que tiveram a passagem cancelada podem ser acomodadas em outra aeronave com voo permitido, receber crédito para usar posteriormente ou ter o cancelamento da passagem e o ressarcimento do valor. Quem não conseguir resolver a situação e se sentir prejudicado deve acionar a Justiça.
Fonte: g1 & metrópoles