O salário mínimo ideal e necessário para manter uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 6.388,55, ou 5,27 vezes o piso nacional, que é de R$ 1.212, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico).
O cálculo leva em consideração a cesta básica mais cara do Brasil, que foi a de São Paulo em julho (R$ 760,45), e o cumprimento da determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 760,45), seguida por Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84) e Rio de Janeiro (R$ 723,75). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 542,50), João Pessoa (R$ 572,63) e Salvador (R$ 586,54).
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o salário foi comprometido em média 59,27% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos.
Vale ressaltar que nesse valor não entra aluguel, água, luz e outras despesas.
Muitos comentários sobre esse “valor de salário ideal” ironizam que vai demorar mais de 200 anos se o aumento salarial seguir o passo da última década.
E você leitor, o que acha?
Fonte: ValorInveste