No início desta semana, os profissionais da Educação de Porto Seguro, representados pela APLB Sindicato, decidiram manter a greve na rede municipal de ensino. A mobilização teve início às 8 da manhã desta segunda-feira (28), no Trevo do Cabral, e continua a acontecer nesta terça (29).
Na manifestação, os profissionais pedem o reajuste salarial de 33,24%, melhores condições nas escolas, respeito pela profissão, entre outros pontos.
Ademais, o movimento clama pela ação da gestão da cidade, usando cartazes que possuem frases como: “Prefeito Jânio Natal, queremos pacificar. Dialogue com a categoria”.
O movimento ocorre mesmo com a prefeitura conseguindo uma liminar no Tribunal de Justiça da Bahia que considera a greve ilegal e estipula uma multa de R$ 1 mil por dia caso a greve ocorra.
Na tarde desta segunda, o sindicato foi notificado oficialmente, por meio de citação eletrônica. “A greve foi convocada pelos profissionais da Educação e a diretoria da entidade não tem o poder de revogar o protesto”, disse o presidente Deusdete Viana.
Os professores demonstraram estar insatisfeitos com o pequeno repasse de 10,06% em seus salários, juntamente com os demais servidores municipais, feito pela prefeitura. A gestão se defende afirmando que haverá um reajuste de 10,30%, além de correções na tabela de progressão por tempo de serviço, perfazendo um reajuste médio de 28%.
Entretanto, o aumento de 33,24% ainda está em análise. Ao que parece, os profissionais da Educação não vão parar até conseguir um salário justo.


