O Ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), disse que a capa da IstoÉ que compara Bolsonaro ao nazista Adolf Hitler é “criminosa e inescrupulosa”. Na atual edição, que circula nas bancas e nas redes sociais desde a última sexta-feira (15), a revista chamou o presidente de “genocida” e “mercador da morte”.
Em suas redes sociais, o titular do Ministério das Comunicações enfatizou que repudia a decisão tomada pela publicação semanal mantida pela Editora Três. “Estamos em processo de pacificação e somos surpreendidos com essa capa asquerosa. Que os órgãos competentes adotem as medidas legais cabíveis!”, afirmou Faria em seu perfil no Instagram (e também via Twitter). Até o momento, a publicação conta com quase 30 mil curtidas e 8 mil comentários.
REPÚDIO: Criminosa e inescrupulosa a capa dessa revista. Estamos em processo de pacificação e somos surpreendidos com essa capa asquerosa. Que os órgãos competentes adotem as medidas legais cabíveis! pic.twitter.com/wpbTWqNkn7
— Fábio Faria 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@fabiofaria) October 16, 2021
Jair Bolsonaro não comentou — ao menos até o momento da publicação desta matéria — o conteúdo da capa da IstoÉ. No decorrer dos últimos dias, ele tem utilizado as redes sociais a fim de enfatizar ações realizadas pelo seu governo. Destacou, por exemplo, repasses bilionários para unidades básicas de saúde (UBSs) e investimentos em UTIs e em tratamentos precoce contra o câncer de mama.
#istoelixo
Fábio Faria não foi o único político a criticar publicamente a IstoÉ. O deputado federal Guiga Peixoto (PSL-SP) aderiu à hashtag #istoelixo, que neste fim de semana chegou a ser um dos assuntos mais populares entre usuários brasileiros do Twitter.
Conforme o parlamentar, a revista se transformou em veículo de comunicação parcial e sem credibilidade. Ao fazer tal afirmação, ele resgatou uma capa em tom elogioso ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
É claro a PARCIALIDADE e o DESCRÉDITO desse lixo de imprensa.#istoelixo pic.twitter.com/OV0252eBtf
— Guiga Peixoto (@DepGuigaPeixoto) October 17, 2021
Da mesma forma, Bruno Engler, integrante do PRTB e deputado estadual de Minas Gerais, usou a #istoelixo a fim de fazer um questionamento. Ele levantou a possibilidade de repercussão da capa da IstoÉ caso um ministro do Supremo Tribunal Federal fosse a figura comparada a Hitler.
“Imagine o que iria acontecer com a revista IstoÉ se fosse um ministro do STF. Essa é a nossa imprensa ‘isenta’”, afirmou o político.
Imagine o que iria acontecer com a @RevistaISTOE se fosse um ministro do STF. Essa é a nossa imprensa "isenta".#Istoélixo pic.twitter.com/AkDCVjvrie
— Bruno Engler (@BrunoEnglerDM) October 15, 2021
“Mercador da morte”
Disponibilizada também na internet, a matéria de capa da atual edição da revista IstoÉ é assinada por Marcos Strecker e Ricardo Chapola. Além de apresentar Jair Bolsonaro como se fosse o líder nazista Hitler e chamá-lo de “genocida” e “mercador da morte”, o título interno da reportagem define-o como “arquiteto da tragédia”.
O conteúdo em si do material foca no relatório que deverá ser apresentado nos próximos dias pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia. Afirma-se, por exemplo, que o presidente da República deverá ser “enquadrado por 11 delitos”. Na lista que a revista apresenta, estão publicidade enganosa, charlatanismo e homicídio doloso.
Fonte: Da Redação Namidia News com informações de Portal Comunique-se