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Casal de ciclistas encara desafio de rodar BR-101 e pedala por pontos turísticos da Bahia para ajudar crianças com câncer

Um casal que pratica ciclismo de longas distâncias participa de um desafio para pedalar quase cinco mil quilômetros da BR-101, para ajudar mais de mil crianças carentes. Um dos regiões que percorreram no Nordeste do Brasil foi o sul da Bahia. 

A bibliotecária Rosilene Oliveira e o empresário Roberto Carvalho, que são de Campo Grande (RS).

O casal encarou o desafio de pedalar por toda a BR-101, que é uma das maiores rodovias federais do país, como a realização de um sonho. 

Os dois, que pretendem percorrer 4.865 km em um mês, só devem terminar a expedição no dia 30 de dezembro em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Atualmente, eles estão de passagem na Bahia. 

“Eu passei as férias com minha amiga em Natal [RN] e ela me levou para mostrar o marco zero. Quando eu vi a placa que a BR-101 ligava do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Meus olhinhos brilharam e eu falei para ela: ‘Eu vou pedalar e vai me levar aqui'”, comentou Rosilene. 

Durante a passagem por terras baianas, eles decidiram sair um pouco do asfalto e aproveitar o litoral de Trancoso, distrito de Porto Seguro.


“Nos avisaram que as ruas estavam sem acostamento, muito perigoso. Apresentaram para nós esse percurso, um que vai ser por pontos turísticos e vamos andar paralelo à [BR] 101. Vai dar uma certa segurança, pedalar mais calmo, sem muita tensão”, disse Roberto. 

Ao passar pela etapa do Nordeste, o casal encontrou surpresas boas e também um pouco desagradáveis, como as serras.

“Essas serras do Nordeste eu não conhecia, mas está muito bom. Povo maravilhoso, um lugar exuberante, pessoas acolhedoras, trocam informações, nos dá bastante dicas”, contou Roberto. 

Mais do que conhecer locais diferentes, praticar o ciclismo de longa distância, superar os próprios limites, o desafio BR-101 tem espaço para solidariedade. As pessoas podem “comprar quilômetros rodados”. A quantia arrecadada vai beneficiar 1.150 crianças de 3 instituições diferentes. 

Redação Namidia News, com informações G1 BA

“As três são ligadas a nós, uma é crianças com câncer. Quem não teve problemas com câncer na família? A minha família praticamente foi dizimada pelo câncer. Precisam aumentar o Hospital ACC em Campo Grande, então a gente abraçou a causa”, explicou Roberto. 

“Segundo é a escolinha de ciclismo, que tira crianças da periferia e introduz no esporte, que é uma coisa ligada a nós também. E a escola de ensino fundamental que é uma ONG. O ensino fundamental é público mas é pago na África, então precisa de ajuda”, completou.

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