Hoje (16), a estreia do filme “Psicose” nos cinemas dos Estados Unidos completa 60 anos. A cena clássica de apenas 45 segundos em que a personagem Marion Crane, interpretada por Janet Leigh, é esfaqueada durante o banho, porém, fez com que a atriz recebesse cartas ameaçadoras até sua morte, em 2004. O clímax da história de Alfred Hitchcock também provocou em Leigh uma mudança de visão no simples ato de tomar banho.
A atriz falou sobre seus traumas à Woman’s World, em 1984, em entrevista que anos depois voltou a ter destaque. De acordo com ela, sua vida nunca mais foi a mesma depois do longa-metragem.
“Quando estou em um lugar onde só posso tomar banho, asseguro que as portas e janelas da casa estejam fechadas. Também deixo a porta do banheiro e a cortina aberta. Estou sempre olhando pela porta, assistindo, não importa onde esteja o chuveiro”, disse Leigh na ocasião.
Na mesma entrevista, a atriz também falou das ameaças que não pararam de persegui-la nos anos seguintes ao lançamento de “Psicose”.
“Recebi muitas cartas dizendo que fariam o mesmo que Norman Bates fez com Marion Crane. Agora não recebo tantos quantos no começo, mas devo dizer que foi bastante sério. Até o FBI teve que intervir. Felizmente, nada aconteceu”, contou.
Depois de “Psicose”, Janet Leigh nunca mais trabalhou com Alfred Hitchcock. A própria atriz explicou que não repetiu as produções com o diretor porque a morte repentina de Marion Crane intrigou o público e seria um erro “ressuscitá-la” em um novo filme.
Fonte: Da Redação Namidia News com informações de UOL