Nesta terça-feira (7), o cardeal australiano George Pell deixou a prisão após o Supremo Tribunal de seu país anular por unanimidade sua condenação por cinco acusações de abuso sexual infantil.
Anteriormente, em 2013, omeado como presidente do Departamento de Economia do Vaticano, Pell foi considerado na época o terceiro na hierarquia da Igreja Católica. O religioso havia sido conenado em dezembro de 2018.
A decisão desta terça, proferida na terça-feira pela juíza Susan Kiefel, encerra uma batalha legal de cinco anos que começou quando um homem de 30 anos se aproximou da polícia alegando que Pell o havia abusado quando criança em meados dos anos 1990.
Na época, Pell era o tesoureiro do Vaticano e o mais alto funcionário católico a ser acusado publicamente de crimes sexuais infantis. O cardeal negou veementemente as acusações, que ele descartou em uma entrevista policial em 2016 como um “produto da fantasia”.
Na decisão, o Supremo Tribunal da Austrália disse que o júri “deveria conder o benefício da dúvida sobre a culpa do requerente em relação a cada um dos crimes pelos quais ele foi condenado”. Foram determinadas as anulações de todas as condenações.
O veredicto anula a condenação por abuso sexual de uma criança e quatro acusações de cometer “atos indecentes”. O nome do cardeal também será removido do registro de agressores sexuais infantis na Austrália.
Comunicado
Em um comunicado libertado da prisão, Pell disse que não tinha “maus sentimentos” em relação ao acusador.
“Não quero que minha absolvição aumente a mágoa e a amargura que muitos sentem; certamente há mágoa e amargura o suficiente. A questão era se eu havia cometido esses crimes terríveis e não o fiz”, disse o comunicado.
Pell foi libertado da prisão de Barwon, em Victoria, menos de três horas após a decisão. Ele podia ser visto sentado no banco de trás de um carro, seguido por helicópteros no alto.
O acusador de Pell ainda não respondeu à decisão, mas, em comunicado divulgado no ano passado, ele disse que o processo criminal o levou a lugares que “nos meus momentos mais sombrios, eu temia não voltar”.
Pouquíssimas pessoas estavam presentes no pequeno tribunal de Brisbane quando a decisão foi proferida. Assim, causando um forte contraste com as audiências anteriores, quando críticos e apoiadores formaram longas filas para conseguir um assento na sala de audiências.
Com as fronteiras estaduais fechadas e o distanciamento social imposto como resultado da pandemia de coronavírus, não era possível para muitas pessoas viajar do norte de Melbourne, onde os julgamentos foram realizados, para Brisbane, a um voo de duas horas.
Uma sobrevivente de abuso infantil, que participou da maioria das audiências anteriores, foi impedida de entrar na chegada ao aeroporto de Brisbane. Logo após, retornou de avião a Melbourne como parte das medidas de controle de pandemia.
Fonte: Da Redação Namidia News com informações de CNN Brasil