Questionado por todos os lados se continuará no governo depois do desastroso pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em cadeia de rádio e tevê, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse a interlocutores que continuará no cargo. Só sairá se for demitido.
Mandetta não esconde, porém, seu descontentamento com toda a polêmica criada pelo presidente, pois dificulta o trabalho do ministério no momento mais crucial para o combate ao novo coronavírus.
A partir de agora, os casos de contaminação vão aumentar muito.
Militar olavista cotado por Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde
A ala mais radical do Palácio do Planalto, liderada pelo filho 02 do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, está disseminando entre apoiadores que o sucessor de Mandetta já está escolhido.
Será Antonio Barra Torres, atual presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Torres faz parte da ala negacionista do governo. Ele é médico e contra-almirante da Marinha. Assim como Bolsonaro, é contra o confinamento de toda a população como forma de reduzir a disseminação da Covid-19.
Ele esteve com Bolsonaro na fatídica manifestação de 15 de março, em que o presidente cumprimentou apoiadores, mesmo estando em quarentena por suspeitas de estar com o coronavírus.
A Associação dos servidores da Anvisa (Univisa) divulgou nota, na segunda-feira passada (16), em repúdio à atitude do diretor-presidente da Anvisa,
O presidente da Anvisa foi acusado, de descumprindo os protocolos do Ministério da Saúde durante manifestação contra o Congresso no domingo dia 15.
Ele é formado em medicina pela Fundação Técnico-Educacional Souza Marques e fez residência em cirurgia vascular no Hospital Naval Marcílio Dias. Ele ingressou na Marinha em 1987 e chegou ao posto de contra-almirante em 2015.
Fonte Correio Braziliense, Redação Namidia News