Ele foi resgatado da máquina por Bombeiros, mas já estava morto.
Um empresário de 53 anos morreu de forma trágica no local de trabalho na manhã desta terça-feira (10) no Bairro Guarani, Região Norte de Belo Horizonte.
Segundo o Corpo de Bombeiros, ele era proprietário e fundador de uma fábrica de salgados e outros alimentos para festas e morreu ao cair em um moedor de carne ligado.
Os bombeiros foram chamados por volta das 10h para comparecer à sede da Amandelli, na Rua Carimbe. A pessoa que ligou para o 193 contou que o equipamento industrial foi desligado rapidamente após o acidente, mas a vítima já estava gravemente ferida e inconsciente.
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O empresário foi identificado como Edson de Andrade Lima. O operador de máquinas Jadelson Ferreira Santos, de 42 anos, estava perto do local quando o acidente ocorreu.
“Como ele caiu eu não cheguei a ver porque, quando virei, ele já estava lá dentro. Tudo indica que ele foi puxado pelo avental. Ela (máquina) tem 1,20 de altura mais ou menos. Não tem como a pessoa cair de ponta. A gente entendeu que ele pôs a mão e puxou”, explicou o funcionário que trabalha há sete anos na fábrica.
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Desesperados, outros funcionários desligaram às pressas a máquina e acionaram os bombeiros. O homem já estava inconsciente, com mutilações pelo corpo e sangramento intenso.
Jadelson trabalhava em outra máquina no momento do acidente. Pelo menos cinco pessoas estavam no local e tentaram socorrer Edson depois que a máquina foi desligada, mas não era possível retirá-lo. O homem conta que o Corpo de Bombeiros chegou primeiro.
Os socorristas o retiraram de lá e iniciaram manobras para tentar reanimá-lo, mas sem êxito. Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atestaram o óbito.
Jadelson diz que os colegas e ele estão em choque. “Sem chão, sem palavras. Ele era muito humilde, brincava. E sempre falava para tomar cuidado com a máquina”, conta.
Edson fazia questão de participar do processo de produção com o restante da equipe.
O operador também contou que a máquina era nova e não apresentava defeitos.
Ela era usada para cortar frios, como mussarela, presunto e outros produtos para os recheios dos salgados.
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A mãe do empresário chegou às 11h30 no local e foi carregada pelos familiares. “Por favor, gente, deixa eu ver meu filho”, ela dizia.
Os parentes precisaram segurá-la para que ela não entrasse no local do acidente.
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A movimentação das equipes de resgate e da Polícia Militar (PM) chamou a atenção dos vizinhos da fábrica, que foram para a porta ver o que estava acontecendo.
Entre eles estava a técnica em enfermagem Selma Helena, de 58 anos, que conhece Edson e a família há algum tempo.
“Ele era tão humano que se qualquer pessoa chegasse pedindo um prato de comida, ele dava. Se você falasse que não tinha dinheiro e precisasse de 100 salgados, ele te dava na hora para pagar depois”, lembra.
“Agora é ajudar a família, restituir, a fábrica voltar a funcionar, porque não pode parar. Tem funcionários aí todos deprimidos”, comentou.
No início desta tarde, ao acessar o site da Amandelli, onde era possível encomendar produtos, há uma mensagem informando que a loja está fechada por motivo de luto.
O imóvel onde está instalada a empresa de salgados está isolado pelo Corpo de Bombeiros. A reportagem telefonou para a fábrica, mas não conseguiu contato.
Pelo Instagram a empresa lamentou o ocorrido. “É com muito pesar, com muito sentimento, que comunico o falecimento do nosso pai Edson De Andrade Lima , o fundador, o idealizador de toda essa história de 28 anos chamada Amandelli”.