Josiane Silva Teixeira (31), apontada pela polícia como a maior traficante do estado, a “Dona Maria“, foi solta.
Por habeas corpus expedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia no dia 11 de fevereiro, antes do Carnaval.
A informação foi confirmada pelo advogado dela, Walmiral Pacheco Marinho.
De acordo com a defesa, ela saiu do Conjunto Penal de Juazeiro e já retornou para São Paulo, onde residia antes de ser detida.
Proferida pelo desembargador Lourival Almeida Trindade, a decisão considerou ilegal a manutenção da prisão semiaberta de Jasiane por ausência de justa causa. O desembargador levou em conta, ainda, o fato de ela ser mãe de duas crianças menores, uma com 10 anos e outra com 5 anos.
“Dona Maria”, como ficou conhecida no meio policial ao assumir o posto do ex-marido morto em confronto com a polícia, respondia a três processos criminais, todos com mandado de prisão em aberto, um deles pela morte de um agente penitenciário.
Segundo a Polícia Civil disse à epoca, ela é responsável por ordenar diversas execuções na Bahia, principalmente na região de Vitória da Conquista, Sudoeste baiano, e era tida como líder da facção Bonde do Neguinho (BDN).

Época da prisão
Após ser descoberta na cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, ela acabou presa junto com o namorado, Márcio Faria dos Santos, o Carioca, uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). A dupla foi detida numa operação especial empreendida por policiais baianos do Draco, Depin e inteligências da Polícia Civil e da SSP, em São Paulo.
Jasiane foi trazida à Bahia num traslado aéreo sob forte segurança empreendida por equipes do Grupamento Aéreo da PM (Graer) e dos departamentos de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e de Polícia do Interior (Depin).
Segundo a SSP-BA, a criminosa é responsável diretamente por dezenas de homicídios, roubos, tráfico de drogas e armas, além de corrupção de menores. Ela figurava a carta Dama de Copas do famoso Baralho do Crime da secretaria.