Ele é bem mais obeso que qualquer outro buraco de sua categoria e 70 vezes mais pesado que o Sol.
Astrônomos localizaram o primeiro deles no início da década de 1970 – só que, até hoje, essa checklist não avançou muito: conhecemos com detalhes apenas algumas dezenas de buracos negros de nossa galáxia.
Estima-se que existam mais de 100 milhões de buracos negros espalhados pela Via Láctea.
Saber onde encontrar esses grandes ralos do Universo é apenas o primeiro passo para entendê-los.
A mística em torno de buracos negros existe exatamente porque eles ainda reúnem uma série de perguntas sem resposta.
Décadas de pesquisa, no entanto, fizeram os cientistas chegarem a alguns consensos.
Um deles, por exemplo, envolve o tamanho que buracos negros podem assumir.
Existem quatro tipos: supermassivos (os maiores e mais pesados, com massa bilhões de vezes maior que a do Sol), os de porte médio (com massa de 100 a 10 mil sóis), os buracos negros estelares (5 a 20 sóis) e os micro-buracos (menos de 5 sóis).
Não se sabe bem como se formam os buracos negros supermassivos. O buraco de que estamos falando aqui, de qualquer forma, é de outro tipo: o estelar.
Como o nome adianta, eles são formados após estrelas colapsarem e explodirem (os supermassivos e e os de porte médio podem ser a união de vários buracos negros estelares, ou terem se formado a partir de concentrações de matéria que só existiam no Universo de bilhões de anos atrás, bem mais denso que o de hoje – mas essa é outra história).
Via de regra, os estelares só poderiam ter uma massa de até 20 vezes a do Sol. Esse limite existe por causa do processo de morte de uma estrela.
Quando um astro bate as botas, ele perde a maioria de sua massa em sucessivas explosões, que espalham gás e matéria pelo espaço na forma de vento estelar.
Por conta disso, o buraco originado não fica tão gordo quanto um supermassivo ou um de porte médio.
Mas novas evidências apontam que essa relação não é precisa o bastante. Tudo porque um grupo internacional de pesquisadores descobriu um buraco negro estelar que foge à regra – com massa equivalente a 70 vezes a do Sol.
Ele foi batizado LB-1, e está a 15 mil anos-luz de distância da Terra.