Associada ao tratamento tradicional, a prática pode amenizar sintomas físicos e psicológicos.
Inúmeros estudos afirmam que a massagem reduz o estresse, minimiza a dor e combate a ansiedade. Justamente por essa razão, o procedimento pode ser associado ao tratamento de saúde de pacientes oncológicos para amenizar sintomas comuns à doença, como o mal-estar e a fadiga, e ainda estimular o relaxamento.
Nesse cenário, a massagem entra como uma terapia complementar capaz de aumentar a qualidade de vida e bem-estar da pessoa doente.
Para a oncologista Elisa Ricardo, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a massagem aumenta o conforto de pacientes oncológicos. “Só quem desenvolveu um linfedema [inchaço por obstrução do sistema linfático] como consequência da cirurgia ou do tratamento sabe o quanto isso prejudica a qualidade de vida”.
Elisa ainda destaca que, na maioria dos casos, a pessoa doente pode – e deve – fazer a drenagem linfática. De acordo com a médica, não existe nenhuma chance da massagem causar metástase.
“A movimentação da pele e o estímulo da circulação não é responsável por espalhar células cancerígenas. Se fosse verdade que estimular a corrente sanguínea aumenta o risco de câncer, a gente não recomendaria o exercício físico”.
A massagem relaxante e a drenagem linfática, por exemplo, são as mais indicadas para atenuar o incômodo físico – e mental – de pacientes oncológicos.
“O procedimento pode aliviar o desconforto de quem faz quimioterapia e precisa tomar muitos remédios”, explica a massoterapeuta Renata França, referência no tema por ter revolucionado o mercado com protocolos exclusivos de massagem.
Desenvolvida com base em técnicas milenares, a massagem relaxante do Método Renata França é ideal para aliviar dores musculares, combater o estresse e a ansiedade, aumentar a circulação sanguínea e melhorar o funcionamento do sistema imune.
O resultado é um equilíbrio entre o corpo e a mente. Já a drenagem linfática desenvolvida pela esteticista age nas camadas mais profundas da pele, ajudando a combater edemas, celulites e eliminar toxinas.
Ambas as técnicas têm pressão, bombeamento, deslizamento e ritmo diferenciados e apresentam resultados desde os primeiros minutos da massagem.
Antes de qualquer sessão, no entanto, o médico responsável pelo tratamento do paciente oncológico deve liberar a massagem como terapia complementar. Isso feito, cada caso também deve ser avaliado atenciosamente pela massoterapeuta.
Em pacientes com câncer de mama, por exemplo, a drenagem consegue combater o inchaço nos braços, comum entre as mulheres que iniciam o tratamento.
“Sempre digo que a massagem é primeiro um sinônimo de saúde e só depois um procedimento estético”, comenta Renata.
“Além da exaustão física, os pacientes com câncer precisam enfrentar a dura realidade do seu diagnóstico: isso afeta o psicológico, a autoimagem e a relação do doente com outras pessoas, mesmo amigos e familiares próximos”.
Os benefícios da massagem para pacientes oncológicos são comprovados cientificamente. Em 2004, um amplo estudo acompanhou os efeitos da massagem em quase 1.300 pacientes e descobriu que o procedimento pode reduzir a dor, náusea, fatiga, ansiedade e depressão.
Os efeitos se prolongaram por mais tempo em pacientes que receberam a massagem por 60 minutos. As informações constam em estudo norte-americano que monitorou os doentes por três anos¹.