Damares Alves associou o abuso sexual de meninas com a falta de calcinhas. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos disse que uma fábrica de roupas íntimas poderia diminuir a incidência de estupro na Ilha de Marajó, no Pará.
A declaração controversa foi dada durante evento no Palácio do Planalto.
“Especialistas chegaram a falar para nós que as meninas lá são exploradas porque elas não têm calcinhas, elas não usam calcinha porque são pobres”, dissertou a ministra sobre o crescimento dos registros de estupro na região.
Damares Alves apresentava o programa ‘Abrace Marajó’, que pretende diminuir a exploração sexual contra crianças, adolescentes e mulheres. Empolgada, ela deu detalhes sobre uma campanha de doação de calcinhas, “conseguimos um monte” e até a instalação de uma fábrica de roupas íntimas no arquipélago paraense.
“Nós temos que levar uma fábrica de calcinha para a Ilha do Marajó. Gerar emprego lá e a calcinha sair baratinho para as meninas lá”.
Ela destacou conversas com empresários do setor. “Se alguém tiver aí uma fábrica de calcinhas e quiser colaborar com a gente, venha”.