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Bolsonaro e TJBA podem acabar de vez com o transporte alternativo na Bahia

Duas notícias que foram veiculadas nesta quarta-feira(10), podem ter enterrado de vez o sonho de milhares de famílias na Bahia de sobreviver de transporte alternativo, as conhecidas lotações.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que endurece a punição a condutores flagrados fazendo transporte remunerado sem autorização. A multa passa da classificação “média” para “gravíssima”. E é prevista também a remoção do veículo para depósito da autoridade de trânsito.

Hoje, o valor da multa gravíssima é de R$ 293,47 e gera sete pontos na carteira de motorista.

As alterações foram feitas em artigos do Código de Trânsito Brasileiro e publicadas nesta terça-feira no Diário Oficial da União. A Lei 13.855/19 foi sancionada sem vetos. A lei entra em vigor em 90 dias.

Já o TJBA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por meio da 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, reformou sentença da juíza Raquel François Ramires que considerou o transporte de passageiros, feito por táxi-lotação, como “mera infração administrativa”.

Na sentença de agosto de 2017, a magistrada rejeitou denúncia contra Daniela Alves de Santana, que segundo o Ministério Público Estadual, transportava passageiros sem estar autorizada pela Prefeitura de Ilhéus.

Segundo a juíza relatora, Mariah de Fonseca, transporte clandestino é crime de contravenção penal, que pode gerar de quinze dias a três meses de prisão simples ou aplicação de multa.

Mariah de Fonseca, cujo voto foi acompanhado pelos demais membros da 5ª Turma Recursal, determinou que o processo retorne a Ilhéus e seja reiniciado. Ela ressaltou que a atividade de taxista é regulamentada pela Lei Federal 12.468/2011 e não pode ser realizada com carro comum, sem qualquer tipo de característica exigida pela autoridade de trânsito.

A decisão do TJ-BA, assinada no dia 4 de junho deste ano, abre precedente para que os motoristas de táxis-lotação sejam acusados e condenados.

O receio que em Porto Seguro e em todo o estado, as fiscalizações sejam intensificadas e o sistema de transporte alternativo acabe de vez. Além de multas mais pesadas, apreensão de veículos, risco de perder a habilitação, os motoristas vão arcar com custas cada vez maiores com advogados.

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