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Cresce número de mulheres que desejam engravidar através de doação de óvulos

Apenas no IVI Salvador, houve um aumento de 54% na procura por técnicas que usam óvulos doados; Hoje, qualquer mulher entre 18 e 35 anos com boa saúde e sem histórico de doenças genéticas pode se candidatar à doação de óvulos em clínicas de reprodução humana no país.

Mulheres que têm óvulos comprometidos recorrem a técnicas de reprodução humana e utilizam material genético de uma doadora em tratamentos para engravidar. Desde setembro de 2017, uma Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM – 2168/2017) abrangeu as regras, ampliando a esperança de quem encontra na reprodução assistida a manutenção do sonho de gestar um bebê.

A modificação significa um grande avanço. Antes, a doação de óvulos era restrita a mulheres submetidas a outros tipos de tratamento nas clínicas, agora este ato pode ser realizado por qualquer interessada, entre 18 e 35 anos, com boa saúde e sem histórico de doenças genéticas.

Ainda não há registros sobre o impacto da resolução, mas a expectativa é que a novidade contribua para o aumento da procura por tratamentos que utilizam óvulos doados, segmento que vem apresentando alta nos últimos anos. Apenas na clínica IVI Salvador, houve, nos últimos 04 anos (2013 a 2017), um crescimento de 54% na procura por estas técnicas. “Este dado foi até antes da resolução e já indicava uma grande procura, a partir da Resolução, certamente, cada vez mais mulheres irão se interessar pelo tema e as taxas de êxito podem ser maiores”, acredita Dra. Genevieve Coelho, especialista em reprodução humana e diretora da unidade brasileira de um dos maiores institutos de reprodução assistida no mundo, o IVI Salvador.

Recepção de óvulos

A infertilidade é um problema que afeta um em cada 10 casais no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). 40% das causas conhecidas estão relacionadas ao sistema reprodutor feminino e, quando o problema afeta a qualidade dos óvulos, a recepção de material genético doado por outra mulher é excelente solução para mulheres que mantém o desejo de engravidar.

“A gestação vai além de carregar o ser no útero. Através dela, o bebê recebe informações da receptora, são exemplos de características epigenéticas (além da genética), e passa a ser influenciado pelos hábitos alimentares, emoções, sentimentos, é um mix de características que vai fortalecendo o laço de mãe e filho, e é isso que muitas destas mulheres desejam, além da vontade de viver a sensação da própria gravidez”, explica Dra. Genevieve.

A mudança nas regras para Ovodoação é uma conquista significativa e amplia a esperança de milhares de mulheres. “Antes, enfrentávamos uma restrição maior. Era preciso identificar dentre as pacientes da clínica- apesar de enfrentarem problemas de fertilização –as que estavam dispostas a compartilhar óvulos qualificados. Hoje, não há limite numérico sobre as possíveis doadoras, já que podemos ir além do nosso banco de pacientes, e temos mais chance em encontrar voluntárias com óvulos qualificados, pois estamos falando de mulheres sem diagnóstico de infertilidade de nenhum tipo”, esclarece a médica.

 

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