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Ex-namorado de Cabrália e Frentista de Porto Seguro são suspeitos de divulgar vídeo íntimo da ex

A polícia de Santa Cruz Cabrália deve ouvir, ainda esta semana, o homem suspeito de divulgar na internet cenas de sexo com a ex-namorada, de 42 anos, sem a autorização dela.

A mulher contou que o vídeo foi gravado com a sua permissão, mas que logo depois pediu que o companheiro o apagasse do celular.

No entanto, não satisfeito com o fim do relacionamento, ele passou a ameaçar divulgar as imagens. “Avisou também que rasparia meu cabelo e tatuaria o seu rosto em minha cabeça, mas não levei as ameaças a sério”, afirmou ela.

Ela contou que, dias depois, tomou conhecimento, por meio de familiares, que o vídeo estava sendo compartilhado no aplicativo de mensagem WhatsApp. “Desde então, tenho enfrentado muitos transtornos, a ponto de evitar sair de casa”, lamenta.

“Mas isso me fez criar coragem para procurar a polícia e denuncia-lo, não quero que outras mulheres passem pelo que estou passando. Muitas vezes, a gente confia na pessoa que está ao nosso lado e dá nisso”, alerta.

Segundo a polícia, além do acusado, um frentista de 31 anos, que mora em Porto Seguro, o amigo dele, que também teria ajudado a espalhar as imagens, será intimado a prestar esclarecimento.

VINGANÇA PORNOGRÁFICA –  A divulgação de material erótico sem o consentimento de uma das partes- prática conhecida como vingança pornográfica, ou revenge porn, atualmente é classificada como difamação.

Mas um projeto de lei, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, pode endurecer a pena para quem comete esse tipo de crime.

A proposta, que ainda precisa ser voltada em plenário altera a Lei Maria da Penha e o Código Penal e tipifica como crime “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar, divulgar ou exibir, por qualquer meio, fotografia, vídeo, áudio ou outro conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização de participante”. A prática pode se tornar crime punível com reclusão de dois anos e multa.

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